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segunda-feira, 1 de março de 2010

Sporting 3 - Porto 0: Ser ou não ser? Eis a questão.



Liga Sagres, 21ª Jornada

Afinal, somos maus ou bons? Somos inteligentes ou burros? Somos uma equipa ou um conjunto de miúdos que joga a bola só para "matar" o tempo? Temos ou não um bom treinador? Vai ou não ficar para o próximo ano? E Bettencourt? É agora um bom ou mau presidente? Estão ou não todos os problemas resolvido em Alvalade?

Muitas destas questões sopraram os pensamentos do Universo Leonino depois da Grande Exibição do Sporting frente ao tetra campeão, que vê arrumada ontem a sua luta pelo título. Foi uma vitória que me soube... a mel e a fel. A Mel porque foi esmagadora em qualidade e resultado, frente a uma equipa pela qual não nutro de momento nenhuma simpatia. Muito pelo que já escrevi em post anterior e que incide sobre o "Taberneiro da Madalena" (vulgo Pinto da Costa). Soube a Fel... porque ver a equipa jogar assim é uma dor de alma, pelo simples facto de que era esta a atitude que deveriam ter tido desde o início. Tivéssemos abordado a época com esta atitude e... provavelmente a história desta época seria outra sem dúvida.

Questiono-me onde foi dado o click. O que os fez despertar de um dia para o outro. Como é possível ser goleado no espaço de 8 dias pelos históricos rivais e empatar contra um Paços e um Olhanense e depois... eliminar um Everton sem espinhas e arrumar o Porto de forma limpa na luta pelo campeonato.

Repararam na expressão de Jesualdo Ferreira durante a 2ª parte do jogo? Eu nunca o tinha visto com aquela expressão enquanto treinador do Porto. nem, quando no ano passado, encaixava 4 na meia final da Taça da Liga, precisamente contra o Sporting. Aquela cara implicava muito mais do que apenas a noção que o Campeonato... já era. A cara de Jesualdo, na minha opinião, era perceber que estava assinada pelo o Sporting - quem diria depois da goleada e dos sorrisos da meia final da Taça - a sua sentença enquanto treinador do FC Porto.

Em sentido contrário, temos um Carvalhal, solitário, a renascer das cinzas depois de 3 semanas de terror absoluto. Depois a eliminatória contra o Everton - que recordo tinha brindado o Man United com 3 no fim de semana antes de Alvalade - e de passar a ferro o actual Campeão Nacional, a continuar assim como ficará a sua posição em Alvalade? Ainda por cima, num momento em que já se fala num nome - e que nome! - para pegar na equipa na próxima época? Já tínhamos muitos problemas esta época, mas com estas 2 vitórias, Bettencourt ganha um novo problema... e bicudo. Se Carvalhal Eliminar o Atlético de Madrid e ganhar na Luz... deveremos ou não renovar com Carvalhal?

Em menos de uma semana, todos os cenários previsíveis caíram. E agora? Da minha parte, não me resta mais do que apoiar a equipa até ao fim. Até sempre. E agradeço, do fundo do meu coração, a belíssima vitória frente a quem nos apelida de anormais.

Quanto ao jogo... bom, confesso que depois do Everton, não esperava uma tão clara vitória sobre o Porto. Pensei que o ânimo da equipa ia pelo menos dificultar a determinação dos jogadores portistas em ganhar a tudo e a todos como demonstraram na goleada frente do Braga. Acreditava num resultado que oscilava entre o empate ou a vitória para qualquer um dos clubes pela margem miníma.

Mas, o que aconteceu foi... a repetição da Eliminatória na Liga Europa. O Sporting entrou determinado, com força, com pulmão, concentrado e simplesmente afinados tacticamente.

Há que fazer justiça. Carlos Carvalhal tem todo o mérito nestas 2 vitórias. É, na minha opinião, responsável pelas derrotas e humilhações que sofremos neste mês de Fevereiro. Mas - e assim se vê quem tem fibra de vencedor - deu a volta ao texto e colocou a equipa a jogar futebol e de forma surpreendente pela positiva. É um sinal? Não sei. Ainda é cedo. Preciso de mais provas de que é o homem certo para o futuro. Para isso quero ver como será o embate com o Atlético Madrid e no jogo da Luz. Sim, porque, se arrumámos com os portistas na sua luta pelo título, do pouco prazer que ainda me resta até ao final desta época, retirar na Luz a possibilidade ao Benfica de se sagrar campeão - ou dificultar essa tarefa - será dar paz à nossa alma leonina.

O Sporting alinhou com o mesmo 11 que entrou em campo contra o Everton: Patrício; Grimmi; Tonel e Carriço; Abel. A trinco uma dupla - Pedro Mendes e Miguel Veloso. Na frente encostados às linhas Yannick à esquerda e Ismailov na direita. Moutinho jogou a 10 nas costas de Liedson. Ou seja, novamente o 4x2x3x1. Este sistema tem uma dualidade tramada na abordagem o jogo. Ou seja, se uma equipa que entra com este sistema em campo e entra "por cima" no jogo, dificilmente o adversário pegará no jogo. Mas se a equipa entra "por baixo" e deixa o adversário dominar o início do jogo e se este marca um golo, este sistema dificilmente dará a volta. E no Sporting existe um "se não" - Liedson, jogador que não está talhado para jogar neste sistema, onde se exige ao ponta de lança um desgaste físico enorme.

Mas Carvalhal, tem como seu sistema preferido este 4x2x3x1 e apostou no momento certo - para mim de forma inesperada - para voltar a pegar neste sistema. Relembro que jogámos assim contra o Hertha em Berlim, com o Benfica em casa, Leiria em casa... jogos que não ganhámos.

A equipa... chegou à véspera da 2ª mão contra o Everton "ligada à maquina". O estado vegetativo a que chegámos só implicava um sentido: eliminação da liga Europa e encerrar o capítulo 2009/2010 no livro da história - Enorme! - do nosso Sporting.

E quando já nos preparávamos para desligar a máquina eis que o Leão "estrebuchou" e rugiu. E não é que o animal está a reerguer-se?

Aspectos positivos deste jogo são muitos... mas quero destacar o regresso do público a Alvalade, a alegria que se via nos olhos leoninos após o jogo e o lavar da alma, que saiu da amargura em 72 horas para aquecer o orgulho de ser Sempre Sporting.

Destacar Yannick pelo sentido de explosão e velocidade que imprimiu ao Sporting nestes 2 jogos. Miguel Veloso pelos bons jogos e pelos golos. Moutinho que voltou em 2 jogos a mostrar a razão pela qual no passado todos falavam nele como o patrão de qualquer equipa. E... Pedro Mendes. Coloquei aqui dúvidas sobre se a contratação de Pedro Mendes seria a necessária. Hoje reconheço que estava errado na pergunta. Deveria ser sempre a contratação prioritária. Que grande jogador! O pilar que faltava no Sporting. Imaginem que este homem tinha vindo para o Sporting na época passada? Ou no início desta época? Liedson, outro grande jogo. Pôs permanentemente em sentido os centrais do Porto. Tonel e Carriço, nova boa exibição. Grimmi... se fosse sempre assim... e Abel, melhor que em toda a época. A terminar, Ismailov. Já tenho poucos adjectivos para dar a este jogador. A sua apetência para marcar golos excelentes ao Porto é admirável mas, a forma como festejou este golo em particular é... em toda a sua dimensão de uma grande Sportinguismo. Para mim fez os 2 melhores jogos da época.

Saúdo os saltos enormes do nosso Paulinho festejando os golos.

Pela Negativa... um Porto sem Estofo de Campeão! Não digeriu as vitórias de Benfica e Braga e acagaçou-se com o jogão do Sporting contra o Everton. Só foi pena não terem levado com um 4º golo para a conta ficar redondinha. Vibrei com os olés, que deve ter doido muito mais aos adeptos portistas do que os olés que nos ouvimos à 4 semanas no Dragão. Não fosse o campeonato mais importante que a Taça de Portugal.

Ainda pela Negativa... a tristeza de jornalistas que temos em Portugal. A mediocridade é tão grande, tão grande, que dá a volta e acaba por só nos fazer rir. Jesualdo Ferreira perde "O" jogo que lhe retira praticamente a possibilidade de lutar pelo título e os jornalistas acobardam-se e não fazem as perguntas difíceis. Têm medo. Carlos Carvalhal ganha o jogo, com total mérito da sua parte e o que fazem os jornalistas? Lançam questões que só podem partir de quem não respeita o homem e a instituição que ele representa. Perguntar se o Costinha tem mérito nestas 2 vitórias? Perguntar se com estas 2 vitórias ganha o direito a exigir a renovação? Ouvi e revi a conferência de imprensa e só sei dizer que Carvalhal fez uma grande exibição no auditório de Alvalade. Querem enterrar o homem à força... mas vão ter que levar com ele e espero que, mesmo não renovando no final da época, consiga através do Sporting esmagar com a sua inteligência e humildade a mediocridade de quem verdadeiramente sente prazer em "achincalhar" o Sporting Clube de Portugal.

Aos jornalistas que estiveram na conferência de imprensa deste Sporting - Porto poderia dizer o mesmo que Maradona disse aos jornalistas argentinos. Mas deixo essa para o Carvalhal a dizer nas entrelinhas do seu discurso. De mim só levam isto: TENHAM VERGONHA!!!!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Sporting 3 - Everton 0: Sem Espinhas!



Liga Europa - 16 Avos - 2ª Mão

O que aconteceu na passada quinta feira em Alvalade foi para a Nação Leonina o lavar a alma de tanta tristeza com que este mês de Fevereiro nos brindou. Foi, em toda a sua extensão, a razão pela qual amamos o nosso clube. Mas foi, também, mais uma peça intrigante no puzzle de uma época verdadeiramente confusa.

Eu sei que enaltecer a vitória, a passagem à eliminatória seguinte e sobretudo a belíssima exibição foi, depois de quinta feira, um reerguer do orgulho Leonino, que com tão baixa auto estima tem vivido os dias negros de um Inverno futebolístico que já vai longo demais. Mas importa reflectir sobre o acontecer de forma fria e concisa, pois, uma jogatana daquelas não pode ficar só à mercê de elogios e eloquentes discursos que tentam beatificar agora um plantel que... depois dos 90 minutos contra os ingleses continua a ser... o mesmo.

Antes de partir para a análise do jogo e do que ele representou deixem-me sublinhar que para além das vitórias sobre os nossos eternos rivais, são as vitórias sobre as equipas inglesas que me fazem vibrar mais. Ainda hoje quando revejo por exemplo o célebre jogo de Portugal contra a Inglaterra no Euro 2000 ou no Euro 2004 ou até mesmo no Mundial de 2006, invade-me a alma uma torrentes de emoções difíceis de descrever. E claro na célebre caminhada do Sporting para a final da UEFA onde derrubámos um Newcastle e um Birmigham... enfim, outras noites.

Quanto à análise do jogo, começo por registar que uma vez mais Carvalhal entra num jogo com cautelas defensivas, apostando no esquema que é mais do seu agrado - 4x2x3x1. Grimmi, Tonel, Carriço e Abel na linha defensiva; Pedro Mendes e Miguel Veloso num duplo trinco, Ismailov e Moutinho na frente dos trincos, preenchendo os corredores laterais do meio campo e Moutinho em trabalho de apoio claro a Liedson, trocando ora com Yannick, ora com Ismailov o dentro de meio campo ofensivo do Sporting.

Compreendo esta linha, onde Carvalhal quis mais solidez defensiva principalmente na zona de meia distancia onde os ingleses normalmente costumam "disparar" em direcção à baliza. Mas, depressa percebemos que este esquema táctico não fazia muito sentido. Por 2 razões: primeiro porque o Everton entra em campo a jogar com o resultado obtido em Inglaterra e disposto a esperar para ver. Depois porque Pedro Mendes foi dando e sobrando para as encomendas. O primeiro remate à baliza do Sporting efectuado pela equipa inglesa só aconteceu muito depois do minuto 50. Ou seja, Rui Patrício na primeira parte foi um mero espectador.

Miguel Veloso começou a subir no terreno libertando Ismailov e Yannick das suas obrigações defensivas quando a equipa não tinha a bola em seu poder e facilmente se percebeu que o Sporting passou rapidamente para um sistema 4x1x3x2 com Yannick com ordem para transportar jogo e provocar desiquilibrios defensivos ao Everton. O livre apontado por João Moutinho que levou a bola a embater na trave da baliza inglesa na primeira parte foi a ocasião mais clara de golo, embora a construção de oportunidades fosse constante em toda a primeira parte onde só deu... Sporting. O Everto foi completamente dominado por um Sporting que, para minha grande surpresa, teve pulmão, respirou concentração, praticamente não falhou um passe e pressionou bastante alto, não dando espaço à equipa inglesa quando não estava na posse da bola. Ao contrário, os ingleses, muito ao seus estilo deram todo o espaço do mundo ao Sporting que, numa forma normal, nunca teria perdido o jogo em Liverpool.

Na 2ª parte, tudo correu de feição. 3 golos, sem espinhas. Muita determinação. Muita garra. Concentração e processos simples e perfeitos de ataque e de recuperação de bola. David Moyes ainda deve estar a perguntar-se agora como foi possível e que equipa andaram os seus observadores a seguir nos jogos destinados à "espionagem" táctica.

Carvalhal, desta vez leu bem o jogo em 2 substituições. Trocou Grimmi por Saleiro, remetendo Miguel Veloso para lateral esquerdo com ordem para subir no terreno - o que originou o 1º golo da noite numa triangulação entre Yannick, Saleiro e finalização de Veloso que começo a jogada. Depois tira Ismailov para a entrada de Matias com o jogo já em 2-0 e... borrou a pintura na substituição de Liedson por Polga. Como é que é possível??? Estávamos no minuto 90. Faltam 3 minutos para o jogo terminar e tiramos Liedson para colocar um central. E se os ingleses, às 3 tabelas, marcassem um golo nesses 3 minutos? E se fossemos para prolongamento??? Jogávamos sem Liedson? Só com Saleiro e Yannick, já algo desgastado, na frente? Enfim, felizmente... depois dessa substituição, após um momento de grande confusão na nossa zona defensiva, fechámos o jogo com chave de ouro, onde Matias finaliza com o 3º golo uma jogada de puro contra ataque.

Onde estava estava este Sporting?

Alguém me sabe responder?

Depois desta jogatana, alguém me explica a razão pela qual se justifica a miséria de exibições que tem pautado a nossa época? Porque razão de um momento para o outro, uma orquestra ultra desafinada, de repente aparece afinadíssima? Os jogadores são os mesmos, o treinador é o mesmo, a bola é a mesma... o que significou afinal este jogo? Como se explica agora as péssimas exibições e as humilhações em catadupla que temos sofrido?

Ou tudo não passou de uma "one night stand"? Inspirada por meia dúzia de olheiros de alguns dos clubes mais importantes europeus que seguiam nas bancadas as incidências do jogo.

Numa época normal, este teria sido um jogo normal, um resultado normal. Mas, no meio da anormalidade que tem marcado esta época, o facto deste jogo ter decorrido daquela maneira levanta ainda mais questões sobre o que realmente se tem passado no futebol profissional do Sporting. Estou intrigado e quero seguir atentamente qual o verdadeiro resultado do impacto exibicional e motivacional pela eliminatória ganha a uma equipa inglesa que em 2 semanas aviou o Chelsea e o Manchester United... o que só reforça a minha certeza: o futebol não tem lógica.

Quero destacar pela positiva antes de tudo mais... pela qualidade do relvado. Finalmente!!! Finalmente há tapete ou coisa que se pareça com um tapete para a prática do futebol. É que parece que não, mas ajuda... e muito. Será possível melhorar o - agora sim - relvado por forma a que no início da próxima época esteja na condição perfeita?

Depois, destacar a enorme exibição de Pedro Mendes. Fiquei rendido ao futebol deste rapaz que - agora também sim - me faz render quanto aos motivos pelos quais se apostou na sua contratação.Pedro Mendes, 31 anos, é um belíssimo jogador que me faz recordar e muito Paulo Sousa. Falta-lhe o passe de longa distância, que Paulo Sousa fazia com mestria, mas é um jogador que traz dimensão cerebral ao meio campo do Sporting. A seguir com atenção nas próximas jornadas e... desejar que não hajam lesões para que inicie a próxima época na máxima força - se bem que estará com certeza ao serviço da selecção no Mundial de África. O seu golo é a cereja no topo do bolo.

Positiva também a exibição de Yannick que mexeu com a velocidade e transporte de bola, algo que tem faltado ao Sporting nesta época. Espero que o rapaz desperte mesmo para exibições claramente positivas de forma a justificar a sua manutenção no plantel - dado que ainda não dou como adquirido.

Ismailov, Moutinho e Miguel Veloso fecham os meus destaques. Jogaram ao seu nível médio e isso chega para fazer a diferença. Veloso marca 2 golos nesta eliminatória aos ingleses e aguça ainda mais o interesse de várias equipas britânicas... mas ao que me dizem o seu destino está traçado.

Pela negativa, sublinho uma vez mais a estúpida substituição de Liedson num momento em que poderia ter comprometido as nossas chances caso os ingleses marcassem - como é seu hábito - no último minuto e nos obrigassem a ir a prolongamento. De negativo também - mas ao mesmo tempo justificável . a fraca assistência. 17 mil pessoas em Alvalade - das quais 3 mil eram inglesas - é muito pouco para um jogo europeu. Dos resumos que vi da Liga Europa, ver o Alvalade XXI praticamente vazio ao pé das enchentes registadas em quase todos os outros estádios é triste... mas desta vez a responsabilidade está claramente do lado dos jogadores. Fizessem eles um jogo idêntico com FC Porto para a Taça e contra o SL Benfica para a meia final da Taça da Liga e o estádio estaria com certeza perto de estar cheio. Espero que eles compreendam que são eles que nos têm de convencer a ir ao estádio, não somos nós com a ida ao estádio que os temos de convencer a jogarem daquela maneira.

A finalizar, uma frase infeliz de Tonel já à saída do estádio, onde refere que o Sporting e a equipa têm sido "achincalhados". Meu amigo Tonel... têm sido por vossa única e exclusiva responsabilidade. Vocês têm de jogar sempre é de forma a não serem sequer beliscados quanto mais "achincalhados".

Já falei aqui também do despropósito que foi o anuncio efectuado sobre a contratação de Costinha antes da realização do jogo. Caso a coisa tivesse corrido mal... era uma entrada má. Deveria sim, ter sido anunciado após o jogo. Caso o resultado fosse o contrário, nada o "ligaria" a esse ciclo - assim como nada o liga ao sucesso obtido - de forma a proteger. Mas pronto, até isso correu bem. Mas da mesma forma que Carvalhal se precipitou na substituição de Liedson, Bettencourt precipitou-se no anuncio de Costinha. Para variar desta vez tudo lhes correu bem... mas fica a nota de algum "amadorismo a ambos".

A terminar... soprou-me ao ouvido que já há um treinador a preparar a próxima época... e a confirmar-se o rumor será uma grande notícia e com dedo do Costinha. Para já fico-me como São Tomé... ver para crer!!!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Pedro Mendes é a contratação necessária?


Na minha opinião, não!

É um bom jogador, mas daí a ser uma contratação essencial
nesta fase da época, merece para já uma reflexão.

Que o Sporting precisa de experiência e traquejo internacional, é um facto. Que Pedro Mendes pode fazer a diferença num plantel extremamente jovem, também é um facto... mas é um médio e no actual quadro de jogadores disponíveis para a linha média da equipa, não vejo como pode vingar. A não ser que Carlos Carvalhal tenha em mente trocar Adrien pelo Pedro no que falta jogar das competições esta época. Mas, retirar Adrien, num momento de afirmação do jogador, parece-me um acto perto da crueldade, pois Adrien para já tem mostrado um crescimento sustentado e de qualidade para aquele que me parece ser a médio prazo um dos melhores trincos portugueses.

Pedro Mendes, faz no final deste mês 30 anos. Formado nas escolas do Vitória de Guimarães, jogou pelo Felgueiras, Guimarães, Porto, Tottenham, Portsmouth e Rangers. Mas foi ao serviço do Porto que conheceu o pico da sua carreira, treinado por Mourinho onde conseguiu o campeonato e a Liga dos Campeões. A sua ida para Inglaterra é marcada por algumas lesões graves que nunca lhe possibilitaram mostrar o seu real valor. No Rangers afirmou-se novamente como peça fundamental no motor da equipa, mas tinha vindo a perder fulgor com o passar das épocas e este ano, num momento em que o Rangers está no topo da classificativa, Pedro Mendes decide regressar a Portugal com relativa facilidade e... apoio do clube escocês.

Para mim, este quadro, deixa-me... com "a pulga atrás da orelha. Desejo todas as felicidades a Pedro Mendes, espero que se imponha e que conquiste a minha confiança. Mas entenderão as razões pelas quais eu não dou de barato que esta tenha sido uma contratação excelente.

Certo, é que Pedro Mendes está no lote de jogadores que Queiroz tem para a escolha dos 23 para campeonato do mundo na África do Sul. Certo é também que, Pedro Mendes entrou na selecção e com a sua entrada o meio campo ganhou uma consistência defensiva mais forte. Está por isso, nos pés e cabeça de Pedro Mendes dissipar estas dúvidas, sendo que, acredito que esta seja mais uma contratação mais a pensar na próxima época do que resolver alguma coisa nesta época.

Estamos a escassas 3 horas do fecho da época de contratações e... ficamos na expectativa de chegar (ou partir!) mais alguém. Relembro também que o Moçambicano Mexer fica no plantel. Vai debelar uma lesão que trouxe da CAN e ficará à disposição de Carvalhal num prazo de 6 semanas. Diz-se que Polga pode estar de saída... mas penso que não passam de rumores.

A questão que fica em aberto é: Estamos mais fortes com as contratações e dispensas de Inverno? Na minha opinião, claramente que sim. E na vossa opinião?