Mostrar mensagens com a etiqueta Carlos Carvalhal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Carlos Carvalhal. Mostrar todas as mensagens

sábado, 27 de março de 2010

Maritimo 3 - Sporting 2: Todos pela Madeira.


Liga Sagres - 24ª jornada

Foi um jogo para cumprir calendário. Uma equipa de bons rapazes foi a que o Sporting apresentou na Madeira frente ao Marítimo. Nenhum dos resultados possíveis mexeria na classificação actual do Sporting, por isso seria logo à partida um jogo para entreter num final de noite de sexta feira.

Mas, há um senão... o Sporting tem que entrar sempre para ganhar, seja em que condições forem, seja um jogo de treino, amigável ou apenas para cumprir calendário.

Na passada sexta não senti que a equipa entrasse determinada para ganhar o jogo. Carlos Carvalhal fez entrar um 11, na minha opinião foi surpreendente. Adrien, Yannick, Abel... foram para mim surpresas com as quais não acontava. Esperava ver no 11 inicial Matias, Vuck e Pereirinha.

O sistema de jogo voltou a ser o tradicional de Carlos Carvalhal... 4x2x3x1 .... com Adrien ao lado do Pedro Mendes, Yannick,Saleiro e João Pereira numa linha média... inédita. O Marítimo entrou a medo mas depressa percebeu que o Sporting não estava a "carburar" o futebol dos jogos anteriores. Liedson muito só na frente, Saleiro desposicionado e um João Pereira e um Yannick que nunca perceberam bem qual a sua verdadeira função no jogo. Uma nota para o excessivo individualismo de Saleiro, que acabou por contagiar Liedson.

Com um banco onde tinha soluções como Vuck, Matias Pongolle e Postiga, Carvalhal foi muito lento a perceber que era preciso mudar o figurino do jogo. Mexeu tarde e mexeu mal. Entrou Matias para o lugar de Abel, recuando João Pereira para asua posição nativa, e Matias julgo que nunca entrou verdadeiramente no jogo, pois o Sporting perdeu posicionamento e objectividade. Depois entrou Pereirinha e Pongolle. 2 Jogadores que não acrescentaram nada ao futebol praticado.

Confuso, complicado, individualista e pouco lutador foi a forma como a equipa encarou a 2ª parte do jogo e na minha opinião, este será o Sporting que vamos ter até ao final da época. Senti a falta de Miguel Veloso e João Moutinho que ainda assim nas últimas jornadas têm feito o meio campo funcionar... e já nem falo na falta que Ismailov faz nesta equipa. Ismailov que continua a ser, pela negativa, a figura da actualidade. Primeiros Stojkvic, depois Vuckcevic, depois Liedson e agora Ismailov... enfim, novelas, umas atrás das outras, alguma graves, outras uma verdadeira comédia, como esta de Ismailov. De tudo o que leio e oiço só posso entender que a 6 jornadas do fim da época já se joga literalmente a próxima. Se Ismailov sair do Sporting é um rombo estratégico no futuro da equipa. Mas ainda assim, julgo que tudo não passa de uma grande manobra de diversão com o objectivo claro de enfraqecer Carlos Carvalhal.

Carvalhal que na viagem de regreso para Lisboa terá acreditado que esgotou todas as possibilidades de permanecer no Sporting. Aliás, no que tenho lido pelos blogues do universo leonino, Carvalhal perdeu em 2 jogos todo o apoio que recolhia nomeadamente depois das mágnificas - porque foram mesmo mágnificas - vitórias pré jogo da 2ª mão da Liga Europa contra o Atlético.

De positivo, o facto de o Sporting entrar em campo com os seguintes jogadores nacionais: Rui Patrício, Tonel, Abel, Pedro Mendes, João Pereira, Adrien, Yannick, Saleiro... e se quiserem Liedson. 9 jogadores nacionais aos quais se juntaram Grimmi e Polga. Hoje em dia isso é completamente desvalorizado, mas ainda assim o Sporting é no momento a mais nacional das equipas que disputa a Liga.

De negativo... o regresso do futebol sonolento da equipa, os 3 golos sofridos e Pongolle que entra e faz auto-golo - ainda que sem acção para tal - sendo que, o jogador francês está nitidamente deslocado da realidade do Sporting actual. No entanto acredito que, é um jogador de futuro no Sporting.

Mais uma derrota, que curiosamente... leva o Sporting a esta realidade: Carlos Carvalhal já somou mais derrotas enquanto treinador do Sporting do que Paulo Bento nas épocas que esteve à frente do Sporting no que diz respeito à LIGA Nacional. É só uma curiosidade...nada mais.

Seguem-se mais 6 jogos e fechamos a época com uma homenagem ao Grande Yordanov. Ainda assim sinto que ainda falta tanto tempo...vai parecer uma eternidade. Para os próximos dias só peço um simplesdesejo: Paz. Acabem de vez com o circo em Alvalade. Já sofremos demais esta época. E os sócios e massa adepta não merecem mais enxovalhanço. Ok? Vamos lá rapazes.

terça-feira, 9 de março de 2010

Belenenses 0 - Sporting 4: Aperitivo para Madrid



Liga Sagres - 22ª Jornada

Em Belém, o Sporting cumpriu a sua obrigação, vencendo o último classificado, de forma eficaz, com Liedson a marcar pela primeira vez num jogo ao serviço do Sporting 4 golos.

O último jogador que o havia conseguido em Portugal também foi do Sporting e chama-se Carlos Bueño. Lembram-se? 4 golos em 15 minutos contra o Nacional em Alvalade.

Bom, mas relativamente a este jogo há algumas considerações a fazer. Desde logo a forma como a equipa geriu esforço e o jogo desde o apito inicial. Carlos Carvalhal apostou no 11 que lhe deu as 2 vitórias anteriores - Everton e Porto - e apostou também no mesmo sistema táctico dos mesmos 2 jogos. 4x2x3x1, com as peças dispostas da mesma forma. Grimmi, Tonel, Polga e Abel na linha defensiva, Pedro Mendes e Veloso a trinco, Ismailov, Moutinho e Yannick numa linha mais adiantada de moei campo e Liedson na frente... sozinho. Ora, se este sistema proporcionou 2 bons jogos contra 2 equipas que dão espaço e jogam o jogo pelo jogo - o mesmo já havia acontecido contra o Benfica em Alvalade para a Liga - em Belém, provou-se que o Sporting contra clubes que jogam para o pontinho, não pode jogar da mesma maneira, deixando na frente Liedson encaixado no meio de 2 ou 3 centrais mais 2 trincos. É difícil ao Sporting conseguir produzir oportunidades e golos de forma clara e continuada neste sistema.

Carvalhal também percebeu isso e ao intervalo, por força da lesão de Yannick, mudou o esquema e lançou Saleiro em campo.Esta mexida foi suficiente para que as primeiras oportunidades aparecessem logo nos primeiros minutos da 2ª parte. O Golo aparece aos 60 minutos e era uma questão de tempo até surgir o 2º golo. Acabaram por ser 4, de Liedson, sendo um 5º golo mal anulado a João Moutinho, que de calcanhar marcou um grande golo não sancionado. No sistema de 4x1x3x2, o Sporting ganha claramente no jogo ofensivo e vê as possibilidades aumentarem de abrir as defesas contrárias com 2 pontas de lança móveis como são Liedson e Saleiro.

No entanto, retiro deste jogo um facto importante... a frescura psicológica. Isso nota-se nas movimentações individuais, nos gestos dos jogadores e na forma como encaram cada disputa de bola. Até mesmo pela forma como a equipa festejou os golos e a alegria nítida de Liedson inspiram confiança para o que nos resta desta época.

A saída de Ismailov para a entrada de Matias em jogo, foi também positivamente conseguida, uma vez que dando descanso a Ismailov, Matias conseguiu dilacerar ainda mais a já frágil defesa do Belenenses.

3 jogos a marcar golos sem sofrer é positivo. E este jogo foi para mim um aperitivo do que se pode seguir em Madrid nesta quinta feira. Jogo, onde o importante é não sofrer golos, se possível marcar.

A equipa parece ter empurrado para trás das costas o mau momento de Fevereiro e agora parece objectivamente determinada em fazer boa figura na Liga Europa e segurar tranquilamente o... 4º lugar. E para isso será importante ganhar no próximo Domingo ao Vitória de Guimarães.

Carvalhal está com a equipa, apesar de tudo o que se vai dizendo sobre a sua situação em Alvalade e da forma como a SAD tem tratado - supostamente - o dossier da nova equipa técnica.

Notas positivas deste jogo - os 4 golos. Liedson de volta aos golos. Exibição positiva e inteligente, quer na gestão de esforço, quer no controlo do jogo e na minha opinião uma nítida subida de forma de Grimmi e... Abel (quem diria!).

De negativo há a registar a lesão de Yannick, que o impossibilita de ir a Madrid, num jogo onde a sua presença era essencial na manutenção estratégica de Carlos Carvalhal. Quero também dar nota negativa ao facto de não se perceber muito bem o que se passa com a comunicação do Sporting. Não houve desmentido nenhum oficial sobre a capa do Record com André Villas Boas (facto preocupante!). Não vi nenhuma tomada de posição da SAD sobre o assunto (ainda mais preocupante!). Vi uma espécie de "Black Out" não oficial com muitas mensagens nas entrelinhas e algumas delas pouco esclarecedoras. Mas deixo essa reflexão para mais tarde.

O que posso dizer é que, se Bettencourt aprecia tanto o modelo de gestão do Porto, parece entender muito pouco de como se fazem as coisas por lá em casos destes. No Porto, depois de uma capa num jornal com essa provocação, teríamos o presidente ao lado do actual treinador a seguir ao jogo de Belém, oferecendo-lhe a renovação, mesmo que a mesma não se concretizasse no final da época.

Isso é que era de Homem! Mas, vamos ver o que dão os próximos capítulos.


quinta-feira, 4 de março de 2010

Não adianta especular...



Carlos Carvalhal não será treinador do Sporting na próxima época. Porquê? Pela razão simples de que o futuro do futebol profissional do Sporting terá de começar a partir de Maio, obrigatoriamente, da estaca Zero. E para isso terá de enterrar no imediato todos os fantasmas que o assolaram esta época.

Mas, Carvalhal é o menos culpado, dirão uns. Certo, mas, não pode ser apagado o terrível mês de Fevereiro e as humilhantes eliminações quer da Taça da Liga, quer da Taça de Portugal.

Arrastar para a próxima época estes fantasmas é começar logo com saldo negativo desde o início, pois não faltará quem, repetidamente virá relembrar que Carvalhal está ligado a 2 derrotas humilhantes frente a Porto e Benfica.

Mesmo com a clarissíma vitória no passado Domingo sobre o Porto... e mesmo que o Sporting ganhe na Luz para a Liga, o que sobrará para a próxima época é o penoso mês de Fevereiro.

E se Carvalhal ganhar a Liga Europa? - Perguntarão uns. Bom, será excelente para o seu currículo, será um sonho para todo o Universo Leonino. Será um momento sublime para quem tanto sofreu esta temporada. Mas... sejamos honestos, olhemos para as equipas em prova, para as possibilidades deste Sporting e chegamos à conclusão de que será extremamente difícil chegar sequer à Meia Final. Se no ano em que tínhamos uma excelente equipa, onde efectuámos uma época fantástica, na final da TAÇA UEFA, em casa, não a ganhámos... seria este ano que o iríamos conseguir? Se Carlos Carvalhal levar a equipa aos Quartos de Final, será extremamente positivo. Para ele e para o Sporting desta época. Mas, num quadro de eventual conquista da Liga Europa, acho que Carlos Carvalhal fechará um ciclo no Sporting e sairá com certeza por cima.

A questão de fundo que eu levanto é a de, não darmos desde o dia 1 da próxima época qualquer margem miníma para que as aves agoirentas venham escrever logo sobre os desígnios trágicos que, por esta ou por aquela razão, vão ensombrar logo o arranque da próxima época.

Temos mesmo de começar do Zero. Agradecemos o esforço, o empenho, o profissionalismo e a sabedoria de Carlos Carvalhal, mas, o Sporting tem de iniciar a próxima temporada Imaculado de assombrações do passado.

É nesse registo que encaro o discurso de Costinha e de José Eduardo Bettencourt. Numa altura em que Carvalhal consegue meritoriamente 2 excelentes vitórias, começam na imprensa os jogos psicológicos que pretendem tão só limitar a acção do Presidente e do novo Director para o Futebol. Mas, desejo que a determinação dos 2, não seja pressionável por quem tanta preocupação demonstra pelo Sporting de forma aparente mas que no fundo não deseja mais do que o seu contínuo enfraquecimento. E nessa medida, entenderei todos os discursos cínicos que defendem - e vão defender - a continuidade de Carlos Carvalhal como manobras que apenas pretendem minar o futuro do Sporting na próxima época. Prova disso mesmo foi a conferência de imprensa do pós jogo contra o Porto onde se percebeu que nunca haverá respeito por parte da comunicação social para com o actual treinador do Sporting. E se não há, quando o mesmo ganha categoricamente ao FC Porto, imaginem se o arranque da próxima época não for 100% vitorioso. Será um festival de "carvalhadas" nas capas dos pasquins... dirigidos por aqueles que agora começam, aqui e ali, a manipular as hostes Leoninas com o pretexto de que "Carvalhal até pode ser a melhor solução para a próxima época!"

Mas o Sporting, não precisa nem quer uma solução. O Sporting quer um novo projecto, uma linguagem e uma nova matriz técnica e táctica.

O futebol Profissional do Sporting precisa de um treinador imune à medíocre realidade da comunicação social nacional na área do futebol. Imune a manipulações, a jogos de interesse e sobretudo a armadilhas clássicas em que normalmente os menos avisados caem facilmente. Preparar a próxima época é construir uma nova equipe técnica completa, com bons preparadores físicos, com bons treinadores de guarda redes, adjuntos, observadores, bons intérpretes estatísticos, bons prospectores, um bom Manager e claro o Treinador.

Actualmente, estou deveras inclinado por uma opção estrangeira - e Boloni não é de certeza. Olho para as opções Nacionais e tirando uma ou duas hipóteses - muito pouco prováveis de momento - não há um treinador com verdadeiro ADN para pegar no Sporting e transformá-lo num clube com a dimensão que desejamos.

As vantagens de ser um treinador estrangeiro neste momento parecem-me óbvias. A começar pelo alheamento que terá do passado recente do clube, nomeadamente a da má época em vigência. Depois, todas as vantagens na relação, respeito e nova forma de comunicação para o exterior, comunicação social incluída. Credibilidade internacional é necessária. Terá de ser um treinador com conquistas no seu palmarés. Lógico que não será nenhum Guardiola, mas será alguém com uma visão moderna do futebol e das suas implicações nas demais áreas na vida de um clube.

Se me perguntam qual o país de origem onde deve o Sporting recrutar esta nova equipa técnica... aponto para França. Então quem sugiro? Não adianta especular. Acredito que Costinha já terá passado as suas ideias claras a José Eduardo Bettencourt.

Quanto a Carlos Carvalhal, lá vira o momento dos agradecimentos, mas desejo-lhe tudo de bom, em particular, até ao final desta época.



segunda-feira, 1 de março de 2010

Sporting 3 - Porto 0: Ser ou não ser? Eis a questão.



Liga Sagres, 21ª Jornada

Afinal, somos maus ou bons? Somos inteligentes ou burros? Somos uma equipa ou um conjunto de miúdos que joga a bola só para "matar" o tempo? Temos ou não um bom treinador? Vai ou não ficar para o próximo ano? E Bettencourt? É agora um bom ou mau presidente? Estão ou não todos os problemas resolvido em Alvalade?

Muitas destas questões sopraram os pensamentos do Universo Leonino depois da Grande Exibição do Sporting frente ao tetra campeão, que vê arrumada ontem a sua luta pelo título. Foi uma vitória que me soube... a mel e a fel. A Mel porque foi esmagadora em qualidade e resultado, frente a uma equipa pela qual não nutro de momento nenhuma simpatia. Muito pelo que já escrevi em post anterior e que incide sobre o "Taberneiro da Madalena" (vulgo Pinto da Costa). Soube a Fel... porque ver a equipa jogar assim é uma dor de alma, pelo simples facto de que era esta a atitude que deveriam ter tido desde o início. Tivéssemos abordado a época com esta atitude e... provavelmente a história desta época seria outra sem dúvida.

Questiono-me onde foi dado o click. O que os fez despertar de um dia para o outro. Como é possível ser goleado no espaço de 8 dias pelos históricos rivais e empatar contra um Paços e um Olhanense e depois... eliminar um Everton sem espinhas e arrumar o Porto de forma limpa na luta pelo campeonato.

Repararam na expressão de Jesualdo Ferreira durante a 2ª parte do jogo? Eu nunca o tinha visto com aquela expressão enquanto treinador do Porto. nem, quando no ano passado, encaixava 4 na meia final da Taça da Liga, precisamente contra o Sporting. Aquela cara implicava muito mais do que apenas a noção que o Campeonato... já era. A cara de Jesualdo, na minha opinião, era perceber que estava assinada pelo o Sporting - quem diria depois da goleada e dos sorrisos da meia final da Taça - a sua sentença enquanto treinador do FC Porto.

Em sentido contrário, temos um Carvalhal, solitário, a renascer das cinzas depois de 3 semanas de terror absoluto. Depois a eliminatória contra o Everton - que recordo tinha brindado o Man United com 3 no fim de semana antes de Alvalade - e de passar a ferro o actual Campeão Nacional, a continuar assim como ficará a sua posição em Alvalade? Ainda por cima, num momento em que já se fala num nome - e que nome! - para pegar na equipa na próxima época? Já tínhamos muitos problemas esta época, mas com estas 2 vitórias, Bettencourt ganha um novo problema... e bicudo. Se Carvalhal Eliminar o Atlético de Madrid e ganhar na Luz... deveremos ou não renovar com Carvalhal?

Em menos de uma semana, todos os cenários previsíveis caíram. E agora? Da minha parte, não me resta mais do que apoiar a equipa até ao fim. Até sempre. E agradeço, do fundo do meu coração, a belíssima vitória frente a quem nos apelida de anormais.

Quanto ao jogo... bom, confesso que depois do Everton, não esperava uma tão clara vitória sobre o Porto. Pensei que o ânimo da equipa ia pelo menos dificultar a determinação dos jogadores portistas em ganhar a tudo e a todos como demonstraram na goleada frente do Braga. Acreditava num resultado que oscilava entre o empate ou a vitória para qualquer um dos clubes pela margem miníma.

Mas, o que aconteceu foi... a repetição da Eliminatória na Liga Europa. O Sporting entrou determinado, com força, com pulmão, concentrado e simplesmente afinados tacticamente.

Há que fazer justiça. Carlos Carvalhal tem todo o mérito nestas 2 vitórias. É, na minha opinião, responsável pelas derrotas e humilhações que sofremos neste mês de Fevereiro. Mas - e assim se vê quem tem fibra de vencedor - deu a volta ao texto e colocou a equipa a jogar futebol e de forma surpreendente pela positiva. É um sinal? Não sei. Ainda é cedo. Preciso de mais provas de que é o homem certo para o futuro. Para isso quero ver como será o embate com o Atlético Madrid e no jogo da Luz. Sim, porque, se arrumámos com os portistas na sua luta pelo título, do pouco prazer que ainda me resta até ao final desta época, retirar na Luz a possibilidade ao Benfica de se sagrar campeão - ou dificultar essa tarefa - será dar paz à nossa alma leonina.

O Sporting alinhou com o mesmo 11 que entrou em campo contra o Everton: Patrício; Grimmi; Tonel e Carriço; Abel. A trinco uma dupla - Pedro Mendes e Miguel Veloso. Na frente encostados às linhas Yannick à esquerda e Ismailov na direita. Moutinho jogou a 10 nas costas de Liedson. Ou seja, novamente o 4x2x3x1. Este sistema tem uma dualidade tramada na abordagem o jogo. Ou seja, se uma equipa que entra com este sistema em campo e entra "por cima" no jogo, dificilmente o adversário pegará no jogo. Mas se a equipa entra "por baixo" e deixa o adversário dominar o início do jogo e se este marca um golo, este sistema dificilmente dará a volta. E no Sporting existe um "se não" - Liedson, jogador que não está talhado para jogar neste sistema, onde se exige ao ponta de lança um desgaste físico enorme.

Mas Carvalhal, tem como seu sistema preferido este 4x2x3x1 e apostou no momento certo - para mim de forma inesperada - para voltar a pegar neste sistema. Relembro que jogámos assim contra o Hertha em Berlim, com o Benfica em casa, Leiria em casa... jogos que não ganhámos.

A equipa... chegou à véspera da 2ª mão contra o Everton "ligada à maquina". O estado vegetativo a que chegámos só implicava um sentido: eliminação da liga Europa e encerrar o capítulo 2009/2010 no livro da história - Enorme! - do nosso Sporting.

E quando já nos preparávamos para desligar a máquina eis que o Leão "estrebuchou" e rugiu. E não é que o animal está a reerguer-se?

Aspectos positivos deste jogo são muitos... mas quero destacar o regresso do público a Alvalade, a alegria que se via nos olhos leoninos após o jogo e o lavar da alma, que saiu da amargura em 72 horas para aquecer o orgulho de ser Sempre Sporting.

Destacar Yannick pelo sentido de explosão e velocidade que imprimiu ao Sporting nestes 2 jogos. Miguel Veloso pelos bons jogos e pelos golos. Moutinho que voltou em 2 jogos a mostrar a razão pela qual no passado todos falavam nele como o patrão de qualquer equipa. E... Pedro Mendes. Coloquei aqui dúvidas sobre se a contratação de Pedro Mendes seria a necessária. Hoje reconheço que estava errado na pergunta. Deveria ser sempre a contratação prioritária. Que grande jogador! O pilar que faltava no Sporting. Imaginem que este homem tinha vindo para o Sporting na época passada? Ou no início desta época? Liedson, outro grande jogo. Pôs permanentemente em sentido os centrais do Porto. Tonel e Carriço, nova boa exibição. Grimmi... se fosse sempre assim... e Abel, melhor que em toda a época. A terminar, Ismailov. Já tenho poucos adjectivos para dar a este jogador. A sua apetência para marcar golos excelentes ao Porto é admirável mas, a forma como festejou este golo em particular é... em toda a sua dimensão de uma grande Sportinguismo. Para mim fez os 2 melhores jogos da época.

Saúdo os saltos enormes do nosso Paulinho festejando os golos.

Pela Negativa... um Porto sem Estofo de Campeão! Não digeriu as vitórias de Benfica e Braga e acagaçou-se com o jogão do Sporting contra o Everton. Só foi pena não terem levado com um 4º golo para a conta ficar redondinha. Vibrei com os olés, que deve ter doido muito mais aos adeptos portistas do que os olés que nos ouvimos à 4 semanas no Dragão. Não fosse o campeonato mais importante que a Taça de Portugal.

Ainda pela Negativa... a tristeza de jornalistas que temos em Portugal. A mediocridade é tão grande, tão grande, que dá a volta e acaba por só nos fazer rir. Jesualdo Ferreira perde "O" jogo que lhe retira praticamente a possibilidade de lutar pelo título e os jornalistas acobardam-se e não fazem as perguntas difíceis. Têm medo. Carlos Carvalhal ganha o jogo, com total mérito da sua parte e o que fazem os jornalistas? Lançam questões que só podem partir de quem não respeita o homem e a instituição que ele representa. Perguntar se o Costinha tem mérito nestas 2 vitórias? Perguntar se com estas 2 vitórias ganha o direito a exigir a renovação? Ouvi e revi a conferência de imprensa e só sei dizer que Carvalhal fez uma grande exibição no auditório de Alvalade. Querem enterrar o homem à força... mas vão ter que levar com ele e espero que, mesmo não renovando no final da época, consiga através do Sporting esmagar com a sua inteligência e humildade a mediocridade de quem verdadeiramente sente prazer em "achincalhar" o Sporting Clube de Portugal.

Aos jornalistas que estiveram na conferência de imprensa deste Sporting - Porto poderia dizer o mesmo que Maradona disse aos jornalistas argentinos. Mas deixo essa para o Carvalhal a dizer nas entrelinhas do seu discurso. De mim só levam isto: TENHAM VERGONHA!!!!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Olhanense 0 - Sporting 0: Cumprir Calendário.



Jogo da 20ª Jornada da Liga Sagres

Tem sido penoso escrever uma análise fria e correcta dos últimos jogos do Sporting. Faltam 10 Jornadas para acabar o tormento a que se destinou a época 2009 / 2010.

Hoje, novo empate, 7º jogo consecutivo sem conhecer o sabor da vitória - e é preciso recuar até à década de 60 para encontrar uma série tão negra como a actual - e a continuidade de um mês de Fevereiro que arrasa com qualquer fé leonina.

O jogo de hoje, foi mau, como tem sido habitual. Foi, praticamente, tirado a papel químico do que haviamos feito em Paços de Ferreira. Jogar para cumprir calendário, numa Liga onde o melhor que podemos aspirar é a manutenção do 4º lugar. Um jogo, onde poupámos Moutinho, Ismailov, Pongolle, com João Pereira castigado e Vuk, escondido no banco - como tem sido hábito nas últimas semanas.

Uma entrada pouco determinada, com a equipa... apenas a fazer figura de corpo presente, numa noite, ainda por cima, presenteada com um temporal de chuva e vento, que transformou mais um jogo de futebol em 2 horas de tortura para que ama este jogo. Valha como consolo a Sport TV e a oportunidade de acompanhar outros jogos, outras equipas... outros futebois. Zapando para a RTP 1 para acompanhar o jogo, é ter a certeza que dali só vai dar uma coisa: depressão!

Carlos Carvalhal, faz o que pode. Coloca desta vez Yannick no 11 inicial, jogando atrás de Liedson - que na minha opinião também deveria ter descansado - e Saleiro. Veloso e Matias jogaram um pouco mais recuados. Pedro Mendes a trinco - está na minha opinião a dar os primeiros sinais de que a sua contratação faz algum sentido - à frente de Tonel e Carriço - que hoje estiveram em sintonia - e Com Grimmi à esquerda da defesa e... Abel no corredor direito, em mais uma noite de franca desinspiração. Rui Patrício, mostrou que quer apagar a má imagem que deixou nos últimos jogos, mas já vai tarde demais. Tem na quinta feira de manter a mesma atitude, mas sei que é melhor não ganhar ilusões.

Tacticamente... o Sporting não existe. É um grupo de rapazes que se junta para jogar à bola. Movimentações confusas, passes inúteis, pontapés para a frente. Nenhuma jogada com princípio, meio e fim. E nota-se claramente que Carlos Carvalhal não vê - ou não sabe ver - o jogo. Não mexe, não corrige. Deixa o jogo decorrer à sua sorte - ou azar - com as incidências de uma equipa que merecia era já encostar à boxe e preparar o futuro. A cada jogo que passa, sinto, que Carlos Carvalhal não é único responsável pelo actual estado das coisas, mas nos 90 minutos de jogo, é o responsável pelo mau futebol apresentado.

Não tenho hoje nenhum destaque positivo a fazer, a não ser o facto de não termos sofrido qualquer golo. Destaque pela negativa... ausência de motivação, em lutar contra a pior série da história do Sporting - e para isso basta não ganhar ao Everton e ao FC Porto.

É triste... mas é a mais pura das realidades. Estamos futebolisticamente falidos. O silêncio de todos aqueles que tanto fizeram para "expulsar" Paulo Bento de Alvalade é a vergonha de uma facção que destrói o Sporting aos poucos. Esta é a factura que voltamos a pagar, depois do circo montado para correr com alguém que pelo menos tinha uma idea para o futebol do Sporting. Uns dirão que foi ele que nos colocou aqui. Outros dirão, que foi a sua saída que nos empurrou para aqui. A ferida continua aberta e com certeza ainda vai deitar muito sangue... e não vejo ninguém - a começar pelo presidente - que faça o possível para a estancar. Haverá forças para dar a volta a curto prazo? Não sei. Para já resta reflectir sobre o significado da era que vivemos, dos erros cometidos, lamber todas feridas abertas e aguardar pelo próximo passo. Veremos na quinta feira contra o Everton, se podemos pelo menos, alcançar um objectivo simples: a vitória!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Como será a reacção?


Carlos Carvalhal, sem esperar tem hoje mais um grande teste. Como terá recuperado a equipa depois do sucedido na passada noite de 4ª feira? Como estão a reagir os jogadores a mais uma "pancada" na moral que a equipa estava a recuperar? E como vai comportar-se Liedson sob fogo dos media e da bancada?

Um jogo que serviria hoje para consolidar o bom momento da equipa transforma-se em 2 dias num jogo de pressão desnecessária.

Ainda estou na ressaca do "murro" que levámos no estomago depois do jogo com o Mafra.

Importa, antes de mais garantir a passagem às meias finais da Taça da Liga. Para isso um empate ou a vitória chegam. Desejo que a equipa ganhe, sem sobressaltos e com uma boa exibição. A próxima semama tem de ser vivida com alguma paz. Será uma semana onde será preparada a ida a Braga e o inicio de um ciclo carregado de jogos bem mais dificieis do que os disputados em Janeiro.

Por tudo isso, peço à equipa que sacuda a pressão para trás dos ombros e parta para mais uma vitória - será a 7ª consecutiva - de forma a colocar em sentido os nossos mais directos adversários.

Se carvalhal ultrapassar mais esta tempestade, julgo que sairá ainda mais forte e não restarão dúvidas para que se colocará numa excelente posição para renovar pelo Sporting. Está (não totalmente!) nas mãos dele.

Trofense - Sporting para seguir logo, às 20:15 na SPORT TV 2.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Hertha Berlim 1 Sporting 0 - Como é que é possível?



Como é que é possível? O Sporting perde em Berlim com um Hertha que no campeonato alemão só tem 1 vitória em 16 jornadas. Perdemos com 1 Hertha que simplesmente não sabe jogar à bola. Revisto jogo - para o bem e para o mal os dvr´s do serviço cabo são excelentes para revermos os jogos com mais atenção - é de levar as mãos à cabeça de desespero.

E mais desesperantes são as palavras de Carlos Carvalhal que se dá ao luxo, depois da derrota com os cepos alemães, dizer que gostou da exibição da equipa e que praticámos um futebol interessante.

Mas será que o frio congelou-lhe as ideias? Eu não vi o Sporting a jogar bem. Não vi mesmo. Vi uma equipa a trocar a bola, sem ritmo, sem pressionar, sem desmarcações, sem passes de ruptura apenas 2!!!) sem sequer estar interessada em marcar um golo. É uma tristeza ver o Sporting a jogar assim.

Entrámos, uma vez mais com a equipa desenhada em 4x2x3x1, com várias alterações áquele que me parece ser o melhor 11 do momento. Grimmo, Pedro Silva, Tonel, Adrien, Pereirinha e Saleiro foram as novidades. Destes, para mim, apenas Saleiro conseguiu marcar presença séria no jogo, embora de forma desesperante ao ter que lutar sozinho na maioria das vezes contra 4 torres alemãs que sendo todas elas autênticos troncos de madeira conseguiram sempre controlar o abandonado ponta de lança leonino.

A defesa é um aí nos acuda. Se contra estes jogadores, cada vez que a bola entra na nossa área é o pânico imaginem quando nos calhar um qualquer tubarão europeu?

O meio campo simplesmente não existe. Adrien, Moutinho, Ismailov, Matias, Pereirinha não se entendem. Passes, trocas de bola, para os lados, para trás, pouca movimentação, com a necessidade de trocar a bola "50 vezes" antes de a conseguir colocar no último terço do terreno. Não houve ideias no futebol do Sporting. Vejo e revejo lances onde se dá a entender que pura e simplesmente a bola está a mais. Moutinho fez uma exibição confrangedora. Adrien continua a falhar 1 passe em cada 3 que faz. A defesa valeu por Tonel e Carriço, pois Pedro Silva e Grimmi... não têm neste momento performances para jogar no Sporting.

Ismailov vai ganhando ritmo. Saleiro lutou... sozinho, mas lutou. Tentou puxar a equipa. Tentou segurar a bola. Mas quando o fazia a equipa estava 30 metros atrás e inevitavelmente ou perdia a bola rodeado de alemães, ou tinha de efectuar passes longos para trás. E sempre que tinha de o fazer fugia para as laterais ficando a área adversária completamente tranquila.

Agora pergunto... que futebol é este? Que jogo é este? Onde estão as melhorias que se exigiam depois da saída de Paulo Bento? O que se passa com estes jogares? O que vai naquelas cabecinhas?

O golo sofrido... é mais um anedótico. Um canto, bola aliviada para o sítio errado, Hertha volta a colocar a bola no jogador que marca o canto, não sai ninguém do Sporting na marcação desse jogador, novo centro... Abel marca o último alemão por... trás, Grimmi (?) pela frente e nenhum incomoda o jogador alemão que empurra devagar devagarinho a bola para a baliza de Patrício que apenas assiste a isto tudo impávido e sereno. Passa o tempo todo a gritar "SOBE! SOBE! SOBE!" "VAMOS CA#$&#O" ... e não passa disto. Cada bola parada é meio golo contra nós. Ao contrário, nos lances de bola parada, somos completamente inofensivos. Alguém se lembra de quando é que fizemos o último lance de perigo saído de um canto ou de um livro lateral?

Isto tudo entra numa ideia cada vez mais clara sobre o futebol do Sporting. Os jogadores chave da equipa - Moutinho, Veloso, Matias, Ismailov, Vuk, Liedson - não estão em sintonia com Carlos Carvalhal. O motor da equipa, que não funcionou ainda esta época, está definitivamente gripado, e como não tem apoio das laterais - ineficácia futebolística total - não consegue ter nos centrais um único rasgo ofensivo e tem um ponta de lança perdido sempre no meio de 4 defesas adversários, percebe que não poderá fazer muito mais do que isto.

Estamos assim condenados... a definhar longamente esta época até se reencontrar - sabe-se lá - o caminho para um futebol mais digno das camisolas do Sporting.

Tenho noção que provavelmente estarei a dramatizar em demasia - ou não - e a exigir muito de Carvalhal com menos de 2 meses à frente da equipa, mas, não estarei errado se disser que já todo o mundo percebeu que o Sporting não pode jogar com este sistema, como se o mesmo fosse aplicado numa equipa com menos ambições que o Sporting. Este sistema, só faz sentido com um futebol de pressão total, envolvimento dos laterais e com o trio do meio campo ofensivo colados ao ponta de lança, sendo que esse ponta de lança não se pode desgastar em correrias para recuperar bolas, nem fugas para as laterais. Tem de jogar essencialmente na área. Mas será possível afinar este sistema em tão pouco tempo? Não. Muito menos em competição. O ónus desta mudança é que com a falta de resultados o Sporting perde a fé, moral e auto-estima - que este ano ainda não a vimos - e fragiliza totalmente Carlos Carvalhal. É este o grande risco que se coloca na eminência de o Sporting poder realizar uma das suas piores épocas de sempre.

Este eram os riscos que estavam agarrados à troca de treinador. Uma troca destas só poderia ter melhores resultados no final de uma época. quando os jogadores de cabeça limpa e com os devidos reforços poderia abraçar um novo treinador e um novo sistema de jogo sem problemas. Por isso nunca defendi quer com Peseiro, Inácio e Paulo Bento os despedimentos que a bancada exigiu. E este ano exigiu muito mal. No Timming errado. E nunca mais aprendemos.

Vem aí mais uma paragem. Carvalhal ganhará mais algum tempo para construir o que deseja para o futebol do Sporting. Urge colocar a equipa a jogar mais e melhor futebol e acreditar que é possível recuperar lugares na liga e lutar pelas competições onde ainda estamos presentes para lá da Liga.

Acabou agora o sorteio da Liga Europa e no sorteio para os 16 Ávos de final vamos encontrar o Everton, 2 vezes derrotado e bem pelo Benfica. Não imagino que possamos ser eliminados por uma equipa inglesa que este ano também tem andado pelas ruas da amargura.

Uma questão que deixo no ar é... onde estão os resultados do efeito Sá Pinto? Eu acreditava que esta nomeação pelo menos levasse mais agressividade para o plantel, mas até agora ainda não senti mudança nenhuma.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Sporting 0 - Leiria 1: Septicemia Aguda.

Nota prévia: "A septicemia, sepse ou sépsis é uma infecção geral grave do organismo por germes patogénicos."

Ou seja, estamos a assistir a uma infecção generalizada no futebol sénior do Sporting, que se está a revelar fatal e da qual não se consegue descobrir a origem. Antibióticos precisam-se e rápido. Normalmente, em casos destes, os médicos costumam induzir o paciente em coma, pois a infecção provoca dor praticamente insuportável.

Assim, vai o nosso Sporting. Confesso que tive de deixar passar mais de 24 horas sobre o jogo de ontem para poder escrever mais a frio as minhas impressões sobre o jogo - se o tivesse feito ontem pela noite teria sido um texto absolutamente disparatado pela negativa.

Vivemos tempos dificeis, dolorosos e manifestamente angustiantes. Não se vislumbra no horizonte melhorias no futebol praticado a curto prazo. Muito menos no nosso estádio, onde a rábula do relvado já roça o masoquismo puro de quem não está minimamente interessado em contribuir para melhorias visiveis da prática de futebol. Cada um tem o que merece dizem alguns, mas, para nós sportinguistas não basta uma humilhante derrota prente uma inteligente União de Leiria, ainda temos que pagar para ver um jogo ao vivo num autêntico batatal. Que miséria de terreno - uma espécie de ervado para hipismo - talvez mesmo o pior da Liga actualmente.

Mas, avancemos para o jogo. Em primeiro lugar, ainda não consegui arranjar adjectivos negativos suficientemente criativos para descrever o mau jogo do Sporting. Em segundo lugar, como classificar desempenhos de jogadores como Abel, Rui Patrício, Adrien? É que considerá-los maus, não chega. Na minha opinião não chega. Abel está literalmente na lista dos piores laterais direitos da actual Liga Sagres. Mas, o ónus desta análise terá de começar evidentemente pela abordagem que Carlos Carvalhal fez ao jogo.

O Sporting entrou em campo com o sistema que Carvalhal tem trabalhado neste primeiro mês como treinador do Sporting. 4x2x3x1. Caneira, Polga, Carriço e Abel na linha defensiva, Veloso - de regresso à sua posição natural - e Moutinho como trincos. No meio campo, Ismailov, Matias e Vuk e Liedson como ponta de lança. Ao fim dos primeiros 5 minutos deu para perceber imediatamente que foi uma abordagem errada. Liedson demorou apenas 10! minutos a desesperar. Com este sistema, Liedson dificilmente terá a preponderância a que nos habituou. Sempre, mas sempre, demasiado só. E, se isto já é triste, ver Liedson a fugir para as laterais dando apoio à construção ofensiva, tabelar com Abel e este - estupidamente - a centrar para a grande área onde não existe ninguém é de um amadorismo ao nível do que se joga nas distritais.

Eu tenho memória de quando o Sporting, no tempo de Manuel Fernandes e Jordão, jogava apenas com um deles na frente a casa vinha literalmente a baixo. Era inadmissível ver o Sporting a jogar sem uma dupla atacante. Dou comigo, no estádio, a ver o meu Sporting, a jogar contra um Leiria apenas com 1! avançado e com 20 metros a separá-lo em permanência dos homens do meio campo leonino. Como foi possível chegar até aqui? A primeira parte foi... miserável. Dava pena ver Liedson permanentemente frustrado com o comportamento da equipa, que passou a primeira parte toda a jogar para os lados e para trás. Carlos Carvalhal, assistiu a 45 minutos sem a lucidez necessária para mexer logo no momento em que o Leiria marcou o seu golo - frango de Patrício - colocando a equipa a jogar com o sistema que conhece de olhos fechados - 4x4x2 losângulo.

Veio o intervalo e no estádio já se pressentia o que iria acontecer nos segundos 45 minutos. A equipa subiu ao ervado com o tal 4x4x2 losângulo. Vuk posicionava-se ao lado de Liedson. Entrava Pereirinha e Adrien, com Veloso a deslocar-se para defesa esquerdo e Matias e Caneira a ficarem no balneário. Efectivamente a equipa entrou mais pressionante, mais determinada e com os olhos postos na baliza adversária. Mas, cedo se percebeu que as mexidas não foram as melhores. Abel continuava a dar sinais de total ineficácia ofensiva.

Não teria sido melhor, deixar Abel de fora, entrar Pereirinha para o seu lugar, sair Matias e colocar Postiga ou Saleiro ao lado de Liedson? Deixar Veloso a trinco, Vuk na esquerda e Ismailov na direita e Moutinho a 10? Pergunto, não tinha mais lógica?

Depois, ao longo dos 90 minutos foram ecoando na cabeça de todos - a começar pelos jogadores - as palavras de Jorge Jesus sobre o terreno do Alvalade XXI, proféticas palavras... e o 11 de Leiria sabia melhor que ninguém disso mesmo. Não sei se houve muitos a repararem, mas na primeira parte, os jogadores leirenses arrancaram literalmente autenticos torrões de relva no meio campo defensivo do Sporting. Na 2ª parte aquele meio campo - para onde agora o Sporting atacava - parecia um qualquer pedaço de terreno não alcatroado em Bagdad.

Matias Fernandez não consegue simplesmente manter a bola colada à erva e sair a jogar com a bola totalmente controlada. Para um jogador de baixa estatura, cujo a técnica e o rasgo criativo são as suas pricipais armas, um terreno assim é fatal. A bola salta permanentemente, muda de direção cada vez que bate no chão... enfim, somos leões é certo, mas não precisamos de ter um terreno igual ao de uma qualquer savana Africana.

Carvalhal deve ter percebido o seu erro - espero bem que sim - pela estratégia escolhia para abordar este jogo. Já o tinha feito contra o Setúbal e o Heerenveen. Num marcámos logo ao início e ainda se disfarçou, no outro foi um suplício para sair do jogo com um ponto que nos assegurasse o primeiro lugar do grupo e a respectiva qualificação. Imaginem se tivessemos perdido contra os holandeses? Depois deste jogo iamos a Berlim com um credo na boca e com a onda negativa que nos assola, ainda ficávamos de fora da Liga Europa... o que seria escandaloso.

Quanto ao resto do jogo com o Leiria, foi, tranquilamente terrível... 2 oportunidades flagrantes falhadas - uma por Liedson e outra por Pereirinha - uma grande defesa do guarda redes leiriense a um fabuloso pontapé de bicicleta de Liedson e pouco mais. Nota-se uma falta de ideias gritante. O tempo que se perde com bolas para trás, para os lados, os momentos de indecisão dos passes, a falta de confiança, o desacerto das linhas e a má forma física de grande parte dos jogadores é irritante.

Patrício - toda a responsabilidade no golo do Leiria. Mas como é possível, num canto, a equipa adversária marcar um golo de cabeça na pequena área. Custou mais 3 pontos. Mas, como tem nos dado alguns nos útimos jogos não é justo crucíficá-lo.

Caneira - não percebi a sua saída. De longe, estava a jogar melhor que Abel e teria ido para a direita fazer melhor serviço do que o que lá estava se a ideia de Carvalhal fosse colocar Pereirinha num terreno mais ofensivo.

Polga e Carriço - foram dos menos maus na partida, mas é já anedótico, termos 2 centrais que não criam uma única oportunidade nos lances de bola parada. Vejo-os a correrem para a área em cada livre ou canto e pergunto-me: para quê?

Abel - de longe o pior jogador do Sporting neste momento. Não faz um lance de jeito. Centros disparatados, perdas de bola incriveis e quando se envolve em lances ofensivos é mais o que destrói do que o que constrói.

Veloso - tentou remar contra a maré, mas a sua sina estava traçada a partir do momeno quem que foi colocado na posição de defesa esquerdo. Foi dos mais inconformados, correu, recuperou bolas, mas na hora do remate houve desacerto e na marcação de livres, desastroso.

Moutinho - parecia recuperar a sua forma standard, mas neste sábado foi de uma nulidade a toda a prova. Teve uma ocasião excelente para fulizar a baliza adversária e saiu um remate completamente disparatado. Moutinho precisa de parar. Já!

Ismailov - o melhor de sábado. Jogou os 90 minutos. Acabou exausto, pois foi obrigado a correr mais que todos os outros médios juntos. A sua clarividência durante o jogo é tremenda, mas no meio de tanta nulidade, perde-se objectividade. Foi também muito prejudicado pelas condições do terreno.

Matias - mais vale não jogar em Alvalade enquanto o estado do terreno for o de uma autêntica savana Africana.

Vuk - regressou ao 11, depois de lesão, mas não foi feliz. Quer a bola nos pés, quer sair com ela jogável, mas, com tantos tufos de erva levantados não é possível jogar assim. Por ser um jogador mais pesado é frequente vê-lo também com as botas enterradas no areal. Foi uma péssima exibição na primeira parte, melhor na segunda parte, mas muito áquem do que já lhe vimos fazer.

Liedson - tenho um palpite de que se vai lesionar muito em breve...

Pereirinha - Entra bem, mas depois desaparece. No entanto com ele a equipa ganha mesmo mais profundidade. Á semelhança do jogo com o Setúbal, falha uma oportunidade de golo de forma incrível.

Adrien - a sua entrada foi desastrosa, passes errados, remates desconexos, ao fim de 6 minutos em campo vê logo um amarelo. Destrói o jogo do adversário mas não constrói o nosso jogo ofensivo.

Postiga - entrou tarde demais. Tenta desesperadamente fazer a diferença, mas quanto mais tenta mais complicado fica. As coisas para um ponta de lança têm de sair naturais e não forçadas.

Resumindo, de bom, o jogo com o Leiria só teve mesmo a hora a que começou. O ambiente estava muito bom... até começar o jogo. Alias, se não tivesse havido jogo tinha sido uma tarde bem passada em Alvalade.

Benfica e Braga empataram, mais uma oportunidade perdida de recuperar terreno para os líderes. Mas assim... bye bye.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sporting interessado em Messi!!!


E já agora, também interessado em Fabregas (descontente no Arsenal), Luca Toni (de castigo no Bayern) e mais uns quantos espalhados pelas melhores equipas da Europa.

Depois desta introdução, digna de qualquer 1º de Abril, avanço para aquilo a que eu chamo o campeonato das luvas, empresários e redacções do orgãos de comunicação social.

Começaram esta semana as notícias que vão dar como certos no Sporting dezenas de jogadores. Depois das saídas de Ângulo, provavelmente Caicedo e mais uns quantos que provavelmente serão dispensados no final deste mês, urge, por parte da comunicação social dar voz aos rumores, às jogadas de bastidores e até aos desejos de alguns empresários em ver colocados no plantel do Sporting este e aquele jogador.

Está em marcha o Circo de Natal Futebolístico. É certo que o mercado vai reabrir. É certo que o Sporting necessita de reforços. Será verdade que Carlos Carvalhal tem alguns nomes em carteira e provavelmente a SAD do Sporting terá ainda outros negócios já iniciados. Até aqui tudo normal. O que não é normal é começarem a circular nomes em nome de... nenhuma razão. E o assustador é que os nomes que a comunicação social avança são na sua maioria assustadoramente tenebrosos. Para quê? Porquê? Em nome de quem??

Para o Benfica - que sofre do mesmo problema mas ao contrário - são anunciados dezenas de contratações... mas só de estrelas da constelação futebolística mundial - e depois lá vem um Fábio Faria de vez em quando - para o Sporting aparecem os mais improváveis nomes ligados a clubes que lutam pela permanência na Liga Sagres ou nomes que estão arredados da competição por um qualquer motivo.

Sem desprimor... Cristiano (Paços de Ferreira), Carlão (União de Leiria), Mexer (Internacional Moçambicano) e mais alguns que já circulam nas páginas dos jornais, não me parecem que possam ser as prioridades de um Sporting, que não tem efectivamente estofo financeiros para grandes contratações e salários elevados, mas que daí até andar a mendigar jogadores que não deslumbram por aí além vai um grande passo. Nessa perspectiva prefiro de longe que sejam dadas oportunidades aos Juniores que estão a rodar actualmente no plantel sénior, chamados para observação por Carlos Carvalhal.

Mas efectivamente é preocupante olhar para os nomes que a imprensa liga ao Sporting e não ver nomes de jogadores que actuam nos campeonatos principais europeus e que actualmente estão tapados nos 11 e alguns até nem convocados são e que o Sporting efectivamente deveria estar à procura.

Num ano que antecede o Mundial, onde todos os jogadores ligados a países que estarão presentes em África desejam se mostrar para entrarem nas contas dos seleccionadores, não será óbvio para o Sporting aprofundar o mercado de jogadores que esta época ainda não tiveram oportunidades nos seus clubes para virem jogar meia época ao Sporting com os olhos postos no Mundial. O Sporting não foi afastado de nenhuma competição, vai ter uma carga de jogos em Janeiro, Fevereiro e Março enorme, com a visibilidade da Liga Europa, não haverá jogadores interessados em procurarem a sua oportunidade com as cores do Sporting?

Querem nomes de jogadores que podem ser uma oportunidade nesta reabertura de mercado? Que possam vir por empréstimo? Estudem um pouco alguns planteis de equipas top europeias e vejam a quantidade de jogadores que estando tapados nos seus clubes dariam um enorme jeito ao Sporting em lugares actualmente desguarnecidos de qualidade.

Honestamente, não sei se o Scoutting do Sporting não estará no momento a estudar possibilidades dessas. Desejo que sim, mas que não se deixem influenciar pela má imprensa que temos a este nível de "lebres" para a reabertura do mercado em Janeiro. Por favor... mais jogadores medíocres Não!

O perfil de jogador que deveria ser objectivamente reforço de Inverno é composto por algumas destas características: suplente pouco ou nada utilizado no seu clube - falamos de um clube top europeu - cuja a sua nacionalidade esteja dentro das 32 presentes no Mundial e que este mesmo jogador aspire a uma presença nos pré-convocados da sua selecção. Terá de ser um jogador já com alguma experiência e que ainda se encontra numa idade compreendida entre os 22 e os 26 anos. Depois tecnicamente precisamos de jogadores que sejam rápidos, fortes no jogo aéreo, potência de remate, destreza no desarme, fisicamente possantes e que desequilibrem no 1 para 1... e sobre tudo, jogadores que rematem à baliza e bem de qualquer posição. Jogadores que procurem uma valorização e que desejam lutar por um lugar na sua selecção na viagem para a África do Sul em Junho do próximo ano.

Quanto ao mercado português julgo que neste momento só deveríamos ter olhos para 2 nomes: Nuno Assis e Rubem Micael pelas razões que já descrevi atrás. Quanto ao mercado nacional... até ao fim da época não queria mais nenhum nome no Sporting.

Concluindo, parece-me que se está a criar uma certa tendência para carimbar o Sporting actual de clube pé frio em contratações - o que não deixa de ser verdade - e pior ainda, um clube desinteressante para jogadores aspirantes à classe mundial de estrelas. E a comunicação social está diariamente e de forma subtil a cravar isso nos nossos olhos. Lançando cada vez mais nomes que não fazem sentido nenhum no futuro a curto prazo no Sporting. Até vos digo... só para lavar os olhos de tanta miséria, não me importava que a Bíblia do Desporto Nacional - A Bola - nos oferecesse uma capa com este título "Sporting interessado em Lionel Messi"... mais depressa passava um elefante pelo buraco de uma agulha, eu sei.

Por isso fiquem atentos aos nomes que vão lançar como potenciais contratações para o Sporting e por comparação o nomes que vão avançar para os outros clubes.

Como sócio, só peço à estrutura profissional do futebol do Sporting que seja mais convicto da sua grandeza e coloque de novo no rumo do Sporting jogadores com classe mundial ou aspirante a ela. De outra forma, perderemos o comboio da competividade e deixaremos com certeza de ser uma referência europeia para colocar jogadores.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Setubal 0 Sporting 2 - Ainda sem a Garra que se exige


Acabou por ser uma noite (in)feliz para as nossas cores, uma vez que somámos uma vitória para a Liga Sagres, algo que já não acontecia desde 20 de Setembro - e hoje é dia 7 de Dezembro! - recuperando assim 2 pontos para o Sporting de Braga, líder acompanhado por Benfica.

Mas foi uma noite que me irritou profundamente durante largos momentos do jogo. A entrada concentrada e segura da equipa que provoca o 1º golo da noite, num processo ofensivo raro - e que assinalei após o jogo com o Heerenveen - sublinhado por um passe de ruptura de Matias Fernandez que isola de forma magnifica Liedson que acaba por disparar ainda fora da área para as redes sadinas, sem hipóteses para Nuno Santos.

Após o golo ocorreram-me 2 raciocínios: 1º - hoje podia ser a noite que daria continuidade ao futebol apresentado contra o Benfica, vendo na garra de Liedson, apetite para vários golos ou 2º - vamos presenciar um jogo igual ao praticado contra os holandeses com a nuance de que na primeira oportunidade marcámos.

Após o final do jogo, que estivemos mais perto do meu 2º raciocínio. Após o golo, caímos na pasmaceira do costume. Muitos passes e trocas de bola na nossa zona defensiva, meio campo pouco esclarecido - apesar de hoje já termos experimentado mais rapidez na circulação de bola, mais vezes ao primeiro toque e um esticar o jogo mais até à linha de fundo. No entanto os centros e os passes para o centro da área foram na sua maioria inconclusivos. E novamente Liedson, a jogar só na linha da frente, demasiado abandonado pelo meio campo quando era necessário pressionar a defesa sadina. Houve 2 momentos de transição defesa/ataque bem desenhados com Ismailov, Matias e Liedson que tiveram o mesmo fim: Liedson trava o contra ataque por não ter apoio, obrigando-se a reter a bola, rodeado por defesas do Vitória até que chegassem os reforços. Há aqui 2 notas: o nosso meio campo é lento na saída para o ataque e Ismailov não tem ritmo, Miguel Veloso não tem velocidade "de ponta" suficiente para imprimir rapidez no contra ataque. Matias, que é quem inicia a transição, obviamente demora mais um pouco a chegar-se à frente.

Mas, o futebol por nós praticado, foi na generalidade lento, preguiçoso, ofensivamente fraco, com poucas oportunidades criadas, criativo em pequenos espaços - nomeadamente nos primeiros minutos da 2ª parte com Pereirinha a enquadrar-se bem nas triangulações clássicas do futebol leonino. Numa avaliação clara, jogámos melhor do que contra os holandeses, pior do que contra o Benfica. Salve-se a eficácia na primeira oportunidade, com Liedson a despertar a sua veia de matador, mas registe-se uma vez mais 3 oportunidades claras de golo falhadas displicentemente: Pereirinha, Matias e Liedson.

A terminar, mais um acto twilight zone com o 2º golo do Sporting marcado num lance simplesmente anedótico. Se fosse este o golo da vitória, eu ficaria muito triste e envergonhado, pois não gosto que o meu Sporting ganhe a qualquer preço. O que percebi da jogada, num primeiro momento o árbitro assistente assinala fora de jogo de Liedson, mas no momento seguinte - após Liedson não se fazer à bola - deixa prosseguir o jogo. O guarda redes sadino, não repara que o jogo continua, deixa inclusive a bola passar a linha de fundo, e faz um passe displicente para o meio do terreno onde surge Liedson - sublinhe-se a atenção e tenacidade do levezinho - a captar a bola e a rematar para o fundo das redes sob o olhar incrédulo de Nuno Santos e de todos aqueles que estavam no Bonfim - que estádio mais desconfortável - estava feito o 2º da noite... digno de constar nos lances caricatos da época. Elmano Santos não será responsável, mas fica marcado por mais um momento infeliz do seu assistente. Espero não ter que assistir a mais lances penosos destes com o nosso Sporting, a favor ou contra.

Rui Patrício - fez uma defesa extraordinária e demonstrou estar a crescer como guarda redes. Hoje mais calmo, ainda assim... continua lento e indeciso em lançar a bola na frente na perspectiva do contra ataque rápido.

Abel - pouca intervenção defensiva e ofensiva mas mais concentrado e menos disparatado no passe.

Polga e Carriço - mais sintonizados a defender, mais empenhados em organizar o primeiro movimento ofensivo, mas inofensivos nos nossos lances ofensivos após marcação de cantos e livres.

Caneira - Equilibra a defesa, mas continua ainda longe do ritmo necessário para construção de lances ofensivos. Para mim... tem dificuldades em construir com Veloso. Falta mecanismos na ala esquerda.

Adrien - ainda continua com uma percentagem elevada de passes errados, lances disparatados e remates sem nexo. De positivo, o facto de encher o meio campo defensivo de forma destemida e limpa.

Moutinho - parece querer ser novamente o jogador que quer encher o campo. Mais confiante, mais disposto a ir no 1 para 1 e a querer dar criatividade aos homens que tem à sua frente no meio campo. Falta o toque de génio que tem nos pés.

Miguel Veloso - demasiado preso à linha lateral no corredor esquerdo, sem grande entrosamento com Caneira e invariavelmente com sentido defensivo. Bom sentido de baliza na meia distancia.

Matias - Passe de ruptura fantástico que criou a primeira oportunidade de golo concretizada. Percorre o caminho de quem a médio prazo será o construtor de jogo no último terço do terreno. Falta-lhe espaço. Devia arriscar mais no lance individual de olhos postos na baliza adversária.

Ismailov - Dá outra estrutura o futebol do Sporting. Mas, acho que é demasiado cedo para lhe entregarem a missão de resolver todos os problemas do jogo leonino.

Liedson - marcou na primeira oportunidade. Será que foi o despertar para os golos? Foi no resto do jogo, bastante desastrado e desconcentrado até ao momento do... 2º golo. No flash Interview disse... banalidades.

Pereirinha - muito útil até ao momento em que falha incrivelmente um lance de golo claro. Desapareceu a partir da aí.

Postiga - tentou, lutou... mas continua em branco.

Saleiro - Não tenho a certeza se chegou a tocar na bola e a efectuar um passe que se visse.

Saldam-se os 3 pontos e pela frente mais uma semana de trabalho para Carvalhal continuar o seu plano de evolução do novo figurino do futebol do Sporting. Sábado às 17h teremos os resultados de mais trabalho. Teremos evolução?

domingo, 6 de dezembro de 2009

Ainda sobre Liedson e as suas palavras pós Heerenveen


Não compreendo o frenesim da comunicação social sobre as palavras de Liedson após o jogo do Sporting contra os holandeses do Heereveen. Liedson disse o que sentia e o que provavelmente todo o mundo leonino, inclusivamente o treinador, sentiu depois do jogo com Benfica e novamente no jogo da Liga Europa.

Não senti que Liedson estivesse a colocar tudo e todos em causa. Senti sim que o avançado está visivelmente preocupado por não fazer golos, não contribuindo assim para a recuperação e sucesso da equipa.

Liedson teve 2 oportunidades. Ambas, em condições normais, seriam golo certo. Falhou, quanto a mim de forma displicente. Má forma? Liedson reconhece nas suas palavras que sim. E de forma consciente disse, que colocava o seu lugar à disposição do treinador. Parece-me coerente com o discurso de Liedson. Disse ainda que com este sistema torna-se mais difícil chegar ao golo, porque joga sem apoio. E tem razão. Julgo que todos lhe darão razão também. Até mesmo Carvalhal.

Agora transformar estas palavras no caso da semana Leonina é que me parece completamente despropositado. Em praticamente todos os os flash interview os jogadores dizem banalidades, frases feitas e lugares comuns. São, gozados a torto e a direito, por o fazerem. É certo que muitos jogadores também não têm vocabulário para mais. Mas Liedson, foi igual a ele próprio. Fez a análise do jogo, foi transparente nas palavras e nos sentimentos que transmitiu e reconheceu quais as dificuldades que sente no actual momento. Não contestou ninguém, não colocou o treinador em cheque, não foi injusto para os companheiros... foi apenas realista.

A comunicação social pega nesta honestidade de Liedson e torna-a no caso da semana. Porquê? Com que objectivo? Provavelmente não têm mais assunto e Liedson pôs-se a jeito. Da próxima, Liedson fará o que os comuns jogadores fazem naquelas circunstancias: dirá banalidades.

Fica no entanto a minha observação: Liedson tem razão. Jogar abandonado na frente não é - nem poderá ser - a matriz de jogo deste novo sistema. Carvalhal terá com certeza isso bem presente na sua concepção técnica e táctica e terá de trabalhar rapidamente o seu 4x2x3x1 na sua forma ofensiva. Insisto que este sistema, será o que mais beneficiará o futebol do Sporting no futuro, mas vai demorar a ser implementado. Vai de precisar paciência por parte dos adeptos e de muito trabalho por parte dos jogadores. Para se implementar um sistema de jogo são precisos vários factores e tempo. Carvalhal tem de o colocar em prática em competição. E com vitórias será mais fácil... mas elas insistem em não aparecer. Liedson também tem a sua quota de responsabilidade... e ele sabe disso.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Uma já foi!


Das 3 provas de fogo que temos pela frente nestas 2 semanas, que marcam um novo ciclo do Sporting, com um novo treinador, uma já está arrumada. Seguimos para os 8º finais da Taça de Portugal época 2009/2010. Tenho de fazer um sublinhado... o Sporting não perde nesta competição à 6 anos! É digno de registo.

Sobre o jogo de ontem, muito pouco à a sublinhar. Os primeiros 5 dias de treino com Carlos Carvalhal, numa semana em que praticamente só teve todo o plantel à disposição na 5ª feira à tarde, terá tido para esta partida muito pouco efeito. De registo apenas o facto de não termos jogado em losângulo, o que é uma evolução, e também ter sentido uma nova disposição psicológica dos jogadores.

4-1 pareceu-me justo, sobretudo pelos 4 golos marcados na 2ª parte, coisa rara nos últimos anos do Sporting. Moutinho e Veloso pareceram muito mais empreendedores do que num passado recente e já se percebeu que Pereirinha terá, até à chegada de Ismailov ao 11, um papel determinante neste novo desenho táctico do Sporting. Mas, foi só uma eliminatória contra os... Pescadores da Costa da Caparica. É preciso arrepiar caminho e concentrar esforços, dedicação, concentração e empenho total para o jogo do próximo sábado.

A vitória é muito importante na próxima jornada da Liga Sagres. Mas mais importante ainda é a equipa apresentar niveis exibicionais de acordo com o seu potencial. Hoje, para todos os efeitos, começou a época de Carvalhal. Já se percebeu que a recuperação anímica está em marcha e a alegria de jogar futebol está a regressar aos jogadores. Precisamos agora é de consistência. Confio no trabalho de Carlos Carvalhal para a recuperação do nosso Sporting. Foi bom ter visto todas as claques unidas no Restelo. No Sábado vamos tornar Alvalade um brutal covil de leões... esfomeados :)

Para já, e pela primeira vitória, os meus parabéns ao Carlos Carvalhal e Sá Pinto. Entraram com o pé direito. Mas, vamos arrepiar caminho, ok? Outra curiosidade a registar, é que apesar da nossa péssima época, continuamos a ser dos 3 grandes a equipa que menos jogos perdeu em encontros oficiais esta época... e temos mais 4 encontros disputados que o Benfica e mais 3 que o Porto (por força da supertaça). Não é nada de mais, mas, pode ser um bónus de confiança.