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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Uma já foi!


Das 3 provas de fogo que temos pela frente nestas 2 semanas, que marcam um novo ciclo do Sporting, com um novo treinador, uma já está arrumada. Seguimos para os 8º finais da Taça de Portugal época 2009/2010. Tenho de fazer um sublinhado... o Sporting não perde nesta competição à 6 anos! É digno de registo.

Sobre o jogo de ontem, muito pouco à a sublinhar. Os primeiros 5 dias de treino com Carlos Carvalhal, numa semana em que praticamente só teve todo o plantel à disposição na 5ª feira à tarde, terá tido para esta partida muito pouco efeito. De registo apenas o facto de não termos jogado em losângulo, o que é uma evolução, e também ter sentido uma nova disposição psicológica dos jogadores.

4-1 pareceu-me justo, sobretudo pelos 4 golos marcados na 2ª parte, coisa rara nos últimos anos do Sporting. Moutinho e Veloso pareceram muito mais empreendedores do que num passado recente e já se percebeu que Pereirinha terá, até à chegada de Ismailov ao 11, um papel determinante neste novo desenho táctico do Sporting. Mas, foi só uma eliminatória contra os... Pescadores da Costa da Caparica. É preciso arrepiar caminho e concentrar esforços, dedicação, concentração e empenho total para o jogo do próximo sábado.

A vitória é muito importante na próxima jornada da Liga Sagres. Mas mais importante ainda é a equipa apresentar niveis exibicionais de acordo com o seu potencial. Hoje, para todos os efeitos, começou a época de Carvalhal. Já se percebeu que a recuperação anímica está em marcha e a alegria de jogar futebol está a regressar aos jogadores. Precisamos agora é de consistência. Confio no trabalho de Carlos Carvalhal para a recuperação do nosso Sporting. Foi bom ter visto todas as claques unidas no Restelo. No Sábado vamos tornar Alvalade um brutal covil de leões... esfomeados :)

Para já, e pela primeira vitória, os meus parabéns ao Carlos Carvalhal e Sá Pinto. Entraram com o pé direito. Mas, vamos arrepiar caminho, ok? Outra curiosidade a registar, é que apesar da nossa péssima época, continuamos a ser dos 3 grandes a equipa que menos jogos perdeu em encontros oficiais esta época... e temos mais 4 encontros disputados que o Benfica e mais 3 que o Porto (por força da supertaça). Não é nada de mais, mas, pode ser um bónus de confiança.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O Grande Enigma Leonino


Vamos aos factos:

Bettencourt é eleito por 90% dos votos no final da passada Primavera. No seu primeiro acto de gestão, renova contrato com Paulo Bento. Convencendo o treinador a renovar, criou de forma ingénua uma "armadilha" ao mesmo. Apesar do optimismo leonino, internamente havia noção de que a época não ia ser fácil. Reforços, dignos desse nome, apenas um - Matias Fernandez!

Sem resultados e principalmente sem exibições, a massa adepta cai em cima de Paulo Bento. A ruptura é inevitável. Contra tudo o que sentia, Bettencourt vê-se obrigado a aceitar o pedido de demissão de Paulo Bento. Tem início uma onda de demissões, que começa no Director Desportivo Pedro Barbosa, alastra ao Vice Miguel Ribeiro Telles e claro, restante equipa técnica. Em menos de 5 meses, o recem eleito José Eduardo Bettencourt vê desmoronar uma estrutura que desejava ver em exercício pelo menos até ao fim desta época, aproveitando o ano que tinha pela frente para reformar o organograma da SAD Leonina e dotar - julgo eu - de melhores recursos financeiros e humanos a mesma para que pudesse enfrentar os 3 anos restantes de mandato com máxima exigência e sobre tudo com conquistas.

Foi apanhado por um Tsunami que teve epicentro... do outro lado da 2ª circular. O arranque alucinante do nosso rival, provocou ondas de choque na massa adepta, nos jogadores, na equipa técnica e quem sabe... nas próprias "fundações do estádio".

Foi um presidente muito pouco politicamente correcto, o que presenciámos no pós ciclo de demissões. Ao contrário do que estávamos habituados, Bettencourt foi mais adepto e sócio, do que presidente. Falou mais com o coração do que com a cabeça... e na minha opinião, perdeu a mão na Instituição por alguns momentos. Bettencourt, eleito em Maio, para mim ainda não tinha vestido efectivamente o fato presidencial. No "conforto" da estrutura que vinha de trás, preocupou-se apenas em reanimar as tropas, aumentar o número de sócios e preparar a votação em assembleia do famigerado e desejado plano de reestruturação da SAD e natural re-escalonamento do plano de amortização da dívida - principal responsável por termos chegado até aqui.

Com a passagem da "onda tsunami", Bettencourt, rapidamente teve de vestir o fato presidencial e encarar o problema imediato. "Enterrar os mortos e cuidar dos vivos" foi a frase que marcou o novo ciclo de Bettencourt.

O que estava em cima da mesa era: Novo Treinador, Nova Equipa Técnica, Novo Director Desportivo, Colmatar na SAD a saída de Ribeiro Telles. Mas, quando esperávamos uma atitude séria, ponderada e preocupada perante o problema que tínhamos pela frente, assistimos à abertura do circo de Natal da imprensa. Nomes, nomes... e mais nomes... testando, configurando, sentindo o pulso e até sondando. Pergunto: foi tudo invenção da imprensa, folclore habitual ou houve fugas de informação internas?

A partir do momento em que a imprensa tomou conta - aparentemente - da agenda de nomes para ocupar as vagas na estrutura profissional do futebol do Sporting, estava dado o mote para o Grande Enigma Leonino.

Entre comunicados à CMVM, que deixaram pontas para várias interpretações, declarações presidenciais em sentido contrário ao referido comunicado, o folhetim Villas Boas - que desejo que esteja enterrado e bem enterrado! - fazia o delírio da imprensa. Entretanto começam as nomeações. Todas elas soluções internas. Sá Pinto, para o lugar de Director de Futebol. Salema Garção!!! Team Manager!!! Nobre Guedes para SAD... contratações externas, nem uma. Porquê? Esta é a pergunta para a qual vou aguardar uma resposta por parte do Presidente.

Bettencourt chama a si, grande parte das responsabilidades sobre os destinos do Futebol Profissional do Sporting. Até aqui, uma novidade no historial recente dos presidentes do Sporting. Mas, para além disso, Bettencourt ignora no momento todos os restantes órgãos consultivos do Sporting, como por exemplo o Conselho Leonino. Porque não foi consultado o Conselho de estado Leonino?

Resolver o problema imediato no Sporting com soluções internas não tranquiliza a massa associativa. A não ser que o Presidente precise de mais tempo para organizar uma profunda remodelação em todo o organograma da SAD Leonina e que ao mesmo tempo esteja a aguardar pela execução do plano de reestruturação do grupo Sporting agendado para Março. É de esperar, que nessa altura, sejam explicadas estas actuais nomeações - que para mim só podem ser provisórias - e apresente uma solução mais séria e mais consistente com os desígnios futuros do Universo futebolístico do Sporting.

Convenhamos, Sá Pinto - a única e honrosa nomeação interna desta fase - está presente no actual quadro com o objectivo claro de servir de pára choques do presidente. Todas as restantes nomeações, são apenas e só, soluções de recurso imediato.

O Sporting continua sem investir em si próprio. Porquê? Outra resposta que terá de ser dada pelos responsáveis ao longo desta época. O que está por trás de tanta contenção de custos?

E chegamos ao nomeado treinador. Carlos Carvalhal, contratado em verdadeiro segredo, apanhando todos de surpresa, surpreendendo ainda mais pela manifesta falta de vontade em colocar nesta escolha um ênfase acentuadamente afirmativo. Uma não apresentação - clássica conferência de imprensa com Presidente e Director Desportivo ao lado da nova escolha - é sim uma novidade. É lógico que nenhum de nós quereria um circo semelhante ao criado pelos nossos rivais aquando da contratação de Camacho pós Fernando Santos - com romarias, bandeiras desfraldadas, centro de estágio lotado para ver os treinos - ou até a de Quique Flores que na nova era Rui Costa, foi recebido como se de Deus tratasse. Nada disso. Mas, intriga pensar na razão que levou a Bettencourt a decidir que Carlos Carvalhal não seria apresentado na forma clássica. Intriga saber porque razão foi anunciado um contrato de apenas... 6 meses (com mais um de opção). Intriga saber, o que pensa Carvalhal disto tudo. Está confortável? Foi assumido internamente por todos que seriam estas as regras? Não se querem expor mais às perguntas rídiculas dos jornalistas do género - Carvalhal também vai ser Forever?

A serenidade de Carlos Carvalhal nestes 3 primeiros dias à frente do futebol do Sporting dá-me algum conforto. O Carlos não é parvo. Sabe o que vale e o que pode fazer com os meios que tem. Vejamos as coisas por outro prisma. Habituado a clubes a cair aos pedaços está ele. Ora entrar no Sporting desta maneira, nunca será pior do que entrar em clubes cuja a missão de os manter a funcionar mensalmente já é praticamente impossível. Ora, com os actuais meios que tem ao seu dispor - que no nosso universo são parcos mas que para ele são fantásticos - Carvalhal não terá pressão nenhuma em cima dos seus ombros e irá concentrar esforços em recuperar psicologicamente, fisicamente e no fim futebolisticamente um plantel que tem, apesar de todas as críticas, o seu potencial inexplorado.

Mas, mesmo com a contratação de Carvalhal, a composição da equipa técnica é surpreendente. Carvalhal assume a preparação física - será boa opção? - trouxe consigo apenas 2 homens de confiança. A restante equipa técnica é composta por pessoas da casa. Lima - o treinador dos júniores de Alvalade - sobe a nº 2 desta nova equipa técnica e... a coisa segue até à nomeação surpreendente de Vítor Silvestre para treinador de Guarda Redes. Silvestre que tem apenas 26 anos! Poderá ser provisório, aceito isso. Mas se o é, têm o Nelson - actualmente na baliza do Belenenses - para ocupar a vaga. Mexam-se! Se não é provisório, assumam a escolha como uma aposta de futuro, mas que seja já e com todo as as letras.

Este Sporting de meias palavras, ou se quiserem nesta semana, de nenhumas palavras, é que não passa de um enorme enigma. Numa altura em que é preciso juntar todas as vontades, o silêncio deixa muitas questões em aberto. O que pode ser prejudicial no curto prazo.

Bettencourt, agora efectivamente presidente, toma as decisões que entende serem as ideais no momento. A razão das escolhas ficará para mais tarde. Não é este o plano de quem quis derrubar Paulo Bento e tudo o que ele significava estava à espera de ver concretizado, mas, à mínima falha - o que até pode acontecer no jogo da próxima jornada - pode deitar por terra as intenções do presidente com nova onda de contestação dos "Batassunas" de Alvalade

Por isso, acho que o nosso Sporting está transformado num grande enigma. Daqui para a frente, tudo o que for dito e feito, ou ajudará a montar o puzzle ou criará ainda mais fraccionamentos no Universo Leonino.

Espero que Bettencourt tenha consciência de que, com o caminho escolhido, está a caminhar sobre gelo muito fino. O que é injusto para Carvalhal, mas, é a vida. Aceitou o convite, só tem que conviver com a realidade que o Presidente lhe apresentou. Mas, esta época, vai determinar com certeza 2 cenários: a saída de Bettencourt no final da época se todos os planos falharem - só assim compreendo o 6 meses de Carvalhal e as nomeações estranhas efectuadas, abrindo a porta a quem vier a seguir determinar uma nova estrutura - ou o arranque para um mandato efectivamente executado por alguém que quer o melhor para o Sporting custe o que custar. Um mandato mais presidencialista e clubista do que qualquer um outro que passou pelo Sporting desde Sousa Cintra. Serão 6 meses em avaliação permanente. Só depois teremos este grande enigma resolvido. Para bem do Sporting, só desejo um cenário - o das vitórias em todos os jogos que temos pela frente esta época.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O Joker de Bettencourt...

...é Carlos Carvalhal.

Carlos Augusto Soares da Costa Faria Carvalhal nascido em Braga, a 4 de Dezembro de 1965. Fará no próximo dia 4 de Dezembro 44 anos.

O seu nome ficou inscrito na história do futebol português quando em 2001/2002 foi o 1º treinador (e até ao momento único) que conseguiu qualificar uma equipa - o Leixões da 2ª divisão B para a final da Taça de Portugal onde perdeu com o nosso Sporting por 1-0 e consequentemente garantir um lugar na Taça UEFA.
Em 2007/2008, à frente do Vitória de Setúbal, venceu a 1ª edição da Taça da Liga,curiosamente... frente ao Sporting, garantindo nessa mesma época para os sadinos uma presença na Taça UEFA alcançando ainda os quartos de final da Taça de Portugal. No final dessa temporada partiu para a Grécia. onde assinou com o Asteras Tripolis do Campeonato Grego de Futebol.

A ida á Grécia, foi a sequência lógica de quem, após uma mão cheia de boas épocas sonha aspirar mais alto. E nada como uma época fora de Portugal, para ser sempre um futuro treinador de qualquer um do 3 grandes. Mas isso não aconteceu. Com FC Porto bem entregue a Jesualdo Ferreira, o Sporting com Paulo Bento e o Benfica cismado com os espanhóis, falhou a estratégia de no regresso a Portugal, significar a entrada num dos grandes.

Houve teorias de que seria ele o substituto de Jesualdo Ferreira, houve quem o apontasse à Luz, mas não passaram de pequenas "correntes", que nunca tiveram o seu fundamento confirmado.

O que é certo... e ao mesmo tempo curioso, é que Carlos Carvalhal, nunca foi apontado ao Sporting. Nunca fez parte do lote dos eternos futuros treinadores do Sporting. E o inusitado do momento é que Carvalhal foi, até certo ponto, o culpado pelo princípio do fim de Paulo Bento no Sporting.

Todos estarão por certo recordados da época em que Carlos Carvalhal, á frente do Vitória de Setúbal, não perdeu um único jogo com o Sporting de Paulo Bento. Num exercício simples de memória, confesso de que a primeira vez que senti contestação da massa adepta do Sporting foi na época de 2007/2008 a jogar contra o Vitória de Setúbal em casa, num jogo que terminou empatado 2-2. Foi em 23 de Setembro de 2007 - 5ª jornada. O Sporting jogou com o seguinte 11: Stojkovic; Polga; Ronny; Gladstone; Abel; Vukcevic; Farnereud; Miguel Veloso; João Moutinho; Purovic e Liedson. Paulo Bento, ouviu a sério, os primeiros sinais de desagrado nas bancadas de Alvalade. O Setúbal esteve a ganhar por 2 vezes durante o encontro e foi ao minuto 86´que o insuspeito Purovic empatou a partida. Jogaram ainda nesse encontro Yannick; Ismailov e Romagnoli.

Na TSF, dizia o comentador Manuel Pedro Gomes que Carlos Carvalhal tinha dado um banho de bola a Paulo Bento. E cronistas dos desportivos falavam maravilhas do futebol apresentado pelo Vitória de Setúbal.

Mas, a história ainda teria mais capítulos. Só para situar os mais distraídos, nessa época nas primeiras 10 jornadas do campeonato o Sporting tinha 5 vitórias, 3 empates e 2 derrotas (por ordem de jornadas - 1ª vitória com Académica/ 2ª derrota com Porto / 3ª vitória com Belenenses / 4ª Vitória com Amadora / 5ª empate com Setúbal / 6ª empate com Benfica / 7ª vitória com Guimarães / 8ª empate com o Nacional / 9ª vitória com o Naval e 10ª jornada, derrota com o Baga, na Pedreira por 3 - 0. Pontos: 18! em 30 possíveis. Quantos pontos temos à 10ª jornada 2 anos depois? 14! Mais 2 empates do que então na altura.

2007, significou um arranque muito conturbado para o Sporting, e ao mesmo tempo significou também os primeiros sinais de contestação a Paulo Bento. E recordo particularmente este jogo com o Setúbal de Carvalhal.

Em Dezembro de 2007, Carvalhal consegue novo feito. Elimina o Benfica da Taça da Liga, com 1 empate na Luz a 1-1 e vitória no Bonfim por 2-1

Algumas semanas depois, novo encontro entre Sporting e Vitória de Setúbal. Uma derrota para a Taça da Liga no Bonfim. Foi a 9 de Janeiro/2008. Um jogo sem grandes consequências, o Sporting estaria apurado para a final, mas que elevou o estado de espírito da equipa Sadina nessa época e que marcava um ritmo de bons resultados sobre o Sporting. O Sporting jogou com Stojkovic na baliza... e seria o último jogo do Sérvio pelo Sporting, se não estou em erro. A polémica estalou e muito depois desse jogo. O golo tinha sido um meio frango do Sérvio, que andava azedo por estar no banco por troca com Rui Patrício.

Na mesma época, haveríamos de jogar em Setúbal na 2ªvolta, a 24 de Fevereiro, 20ª jornada, jogo que terminou com a nossa derrota por 1-0. Lembram-se do frango de Rui Patrício em Setúbal?

Carvalhal estava em alta! Era o maior. Uma vez mais, escrevia-se na imprensa, novo banho táctico sobre Paulo Bento.

Faltava novo jogo... o da final da Taça da Liga, no Algarve, com o empate a zero no final de 120 minutos e depois... uma vez mais, derrota nos penaltis.

Carlos Carvalhal era o herói das hostes benfiquistas, portistas e claro sadinas. Paulo Bento foi, nesse jogo, bastante criticado, quer pela imprensa, quer pela massa adepta, da qual, uma minoria iniciaria um processo de "intenções" para pressionar a saída de Paulo do Sporting.

O curioso desta história, é terminar 2 anos depois com a substituição de Paulo Bento, por uma das suas Bestas Negras: Carlos Carvalhal, que para mim foi um dos motores de ignição de toda a fase anti-Paulo bento que se viria a instalar em alguns sectores da bancada... e não só.

Este fim de semana, e hoje durante o dia, foi cómico ler, alguns escribas em blogues e ouvir alguns opinadores... que começaram por "queimar" Paulo Bento à conta dos embates contra o Carvalhal - com as frases que invariavelmente terminavam com "banho táctico" - começarem precisamente a queimarem o Carvalhal, por ser um treinador que não está à altura dos pergaminhos que se exigem ao Sporting!! Repito... futebol não tem nada de racional. Não tem nada de lógico. Não tem coluna vertebral. Futebol é... zero razão. 100% paixão.

Carlos Carvalhal é o Joker de Bettencourt, por uma razão simples: fomos apanhados de surpresa. E essa surpresa provocou um desagrado que não compreendo nas hostes leoninas. Então o homem, quando ganhou a Taça da Liga ao Bento, era o maior - para os que não gostavam do Bento - e agora que Bettencourt o trouxe, não vale nada? Alguém já se deu ao trabalho de analisar correctamente o histórico de Carvalhal? Das opções disponíveis não é dos piores. Não seria a minha primeira opção - como já o afirmei no post anterior - nem a 2ª opção. Mas, estaria na linha de possíveis e legítimos candidatos - dentro do mercado disponível!

Termino com esta afirmação que me pode sair cara, mas da qual estou convicto: Antes o Carvalhal que o Villas Boas. Porquê? Simples... algum dia eu queria para o Sporting como treinador alguém que tem menos experiência de treino, balneário e banco do que o nosso querido Paulinho "roupeiro"?

Carlos Carvalhal, passou a ter desde a madrugada de Domingo o meu total apoio como adepto do Sporting. Seria bom que todos pensassem assim. De outra forma... continuaremos a separar mais aquilo que realmente nos une.


Um Aparte: depois desta minha opinião sobre Carlos Carvalhal, não posso deixar de estranhar (até de uma forma positiva!) todo o processo de contratação e apresentação do nosso treinador. Mas deixo isso para o próximo post.


PS: Para trás, na história Bento Vs. Carvalhal fica na história, na já distante época de 2001/2002 - ano da nossa dobradinha - uma vitória de Paulo Bento como jogador sobre Carlos Carvalhal, na final da Taça de Portugal por 1!-0 com golo de Jardel a 12 de Maio de 2002. Atenção que o Leixões militava na 2ª divisão B e Carvalhal subia à Liga de Honra com o seu Leixões, que na altura impressionava tudo e todos com o seu futebol de ataque. Aliás nessa final... ainda sofremos... para ganhar. Não querem ir rever os títulos de imprensa depois dessa final e ler... o que se escreveu sobre o nosso agora treinador?

domingo, 12 de abril de 2009

Sempre Sporting

Falta pouco mais de 1 mês para terminar a época 2008/2009 da Liga Sagres. O Sporting está, a 6 jornadas do fim, tão perto do 1º lugar como do 3º lugar. Hoje, em Alvalade, no final de uma tarde preguiçosa, fechámos o resultado contra a Naval 1º de Maio por 3-1. Bruno Pereirinha marca o 1º, Liedson bisa.

Publica-se por aqui o 1º post de um blog com Coração de Leão.
Um Coração que bate Sempre Sporting.

Quais os objectivos traçados para este blog?
Reflectir, pensar, opinar, criticar, moralizar, defender, projectar Sporting para uma realidade actual com olhos postos no futuro.

E que futuro defende este blog para o Sporting?
Vitória. Seriedade. Transparência. Solidez. Fair Play.

Hoje, na SIC Notícias, depois das 22h, há 1 debate. Um debate entre o passado e o presente. 1 hora de... nada, é o que se espera.

Dias da Cunha não percebe - ou não quer perceber - que o seu tempo já lá vai e de que nada valem as suas réplicas constantes de atormentar o presente na tentativa clara de condicionar o futuro.

Soares Franco não entende que aceitar um frente a frente com o seu antecessor não é mais do que uma armadilha perigosa, pronta a dilacerar o futuro, montada por tecelões, sequiosos de sangue, instabilidade... e enfraquecimento de um projecto dos mais sólidos, sérios e objectivos que a instituição teve nos seus últimos 30 anos.

Ambos, cegos pelas suas convicções, manietadas pelos tais tecelões, não vislumbram que o resultado pretendido deste frente a frente não será o clarificar de posições e do esclarecimento que a nação Sportinguista precisa hoje, por forma a reflectir o sentido de voto por estes dias - quer na assembleia geral da próxima sexta-feira, quer nas eleições que se perfilam no horizonte.

Será sim, aproveitado ao máximo por quem odeia o Sporting, numa estratégia clara de pontapear gratuitamente a essência que nos distingue dos restantes adversários. Que essência é essa? A que está gravada no nosso lema: Esforço, Dedicação, Devoção e Glória.

Os tecelões não estão interessados no futuro do Sporting. Preocupados? Muito. Daí o aproveitar este momento. Este preciso momento. Nada melhor que uma nação dividida para atacar a sua alma, enfraquecer a sua essência, alimentando ódios, confusão, minando todo o caminho que ruma a um futuro.

Ontem estive no estádio, e pude uma vez mais constatar a enorme onda míudos, ao lado de pais e mães, que estão a aprender a conhecer o seu Coração de Leão. Eles são o futuro do Sporting. Eles são o maior património do Sporting. E eles precisam de ter orgulho em ser Sporting. Sempre Sporting. Mas o que se está a trilhar por estes dias, ou muito me engano ou será tudo... menos um motivo de orgulho.

Esta instituição está provavelmente tão perto de iniciar um ciclo marcado por muitas conquistas como perder por um longo período o rumo para essas mesmas conquistas. E se o debate de hoje representa tudo menos a essência que define o Sporting, não deixa de ser o momento que vai com certeza marcar uma viragem - não necessariamente positiva - de ciclo.

Não ficaria de consciência tranquila se pelo menos não tentasse, mesmo através de um simples Blog, marcar mais um espaço de opinião e reflexão que possa contribuir para uma maior sobriedade á discussão do que se pretende para o futuro do nosso Sporting.

No dia em que sentir que não o estou a fazer alinhado pelos meus princípios, apago o blog. Reduzo-me à qualidade de adepto. Mas sempre... sempre Sporting

Agradeço a atenção despendida.