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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Trofense 0 - Sporting 1 - Uma Cabeçada no Destino.


3ª Jornada da Taça da Liga

7ª vitória consecutiva. Desde 16 de Dezembro que não conhecemos outro resultado.

Liedson, numa semana, marca 3 golos, depois de uma operação ao joelho à 1 mês e está no epicentro de mais um caso que ensombrará a época, sejam os resultados quais forem. De uma coisa não haverá dúvidas: é um futebolista de excepção. O golo marcado ao Trofense confirma que, nada abala a determinação deste jogador.

Culpado ou Vítima, com ou sem razão, Liedson marca um momento actual e conturbado da história do Sporting e, quando se prepara para ser confrontado pela reacção de Sá Pinto e ao mesmo tempo julgado pela massa adepta do mundo Leonino, o Levezinho entra em campo e dá mais um golpe em quem o quer ver longe de Alvalade - principalmente os nossos adversários - marcando mais um golo decisivo que garantiu calmamente o apuramento para a 3ª meia-final consecutiva do Sporting na Carlsberg Cup.

Liedson, aos 32 anos, promete uma 2ª metade do campeonato infernal por forma a... marcar presença no Mundial de África em Junho. Esse é para mim o principal objectivo de Liedson neste momento. Jogando, marcando Golos decisivos no Sporting, vai lançá-lo em definitivo no caminho da Selecção. Contra a vontade de alguns, para felicidade de muitos.

Hoje Sá Pinto veio dar a sua versão dos factos ocorridos após o jogo contra o Mafra. Depois de lido o comunicado, que naturalmente pretende retirar parte da responsabilidade dos acontecimentos a Sá, prejudicando claramente a visão dos Sportinguistas sobre Liedson. Só que Sá Pinto, que reconhece no entanto ter ultrapassado os limites da decência, esquece-se que Liedson já é mais símbolo do Sporting do que ele próprio. Basta para isso analisar os dados estatísticos em número de jogos disputados com a camisola do Sporting e golos marcados.

Liedson, não é nenhum santo. E daí? Querem uma lista de grandes jogadores mundiais que jogaram e jogam por esse mundo que não são nem de longe nem de perto flores que se cheirem. No entanto deram e continuam a dar títulos e alegrias às suas equipas.

Até mesmo em Portugal... longa seria a lista...

Sá Pinto, acredito, terá fechado o assunto com a declaração de hoje. Liedson disse no Domingo que tudo é passado e que só quer estar concentrado na equipa.

Mas há, no seio da família leonina quem não lhe perdoe pelo facto de ter "provocado" inadvertidamente a saída de Sá e por isso vá ainda receber alguns sinais de desagrado e até de alguma hostilidade nos próximos dias. Actos de quem vive o Sporting com emoção a mais e racionalidade a menos. Os próximos 2 jogos - em Braga e nas Antas - podem enterrar de vez este triste episódio - mas não apagarão a sua triste memória - com vitórias, boa exibições e golos do... Levezinho. Assim seja.

Quanto ao jogo na Trofa, à mesma hora de um Inter - Milão (que grande jogo!) levou a um Zapping incomum cá por casa e tive de rever o jogo com calma para conseguir entender alguns apontamentos que a equipa deixou em campo. Pareceu um Sporting tranquilo, sóbrio, sério e disposto a gerir esforço, jogadores e uma vantagem clara que lhe permite ser a melhor equipa até ao momento da Carlsberg Cup. Sem grande stress, chegámos uma vez mais às meias finais da tal Taça que não interessa a ninguém mas que todos querem ganhar... nem que seja com favores de terceiros.

Matias fez uma belíssima 1ª parte e até à sua saída, demonstrou estar mais integrado e em melhor forma fisica. Miguel Veloso e João Pereira voltaram a dar um perfume de um outro Sporting, Moutinho sobe de forma e Liedson uma vez mais... eficaz. Menos efusivos: Adrien - algum cansaço - Saleiro e Pereirinha foram peças descalibradas numa máquina que parece estar perto da afinação ideal para o momento actual. Segue-se Braga para a Liga, já na sexta-feira... o tal jogo em que só a vitória "nos" interessa, mas que ao mesmo tempo vai despertar em nós sensações esquisitas. Para a meia final desta competição teremos em Alvalade ou Académica ou Benfica. Para mim qualquer um serve, sendo que, não me importava de observar de longe uma meia final entre as equipas que marcam pela negativa o momento do futebol nacional. Hoje, alguns amigos encarnados, confessavam-me que se calhar não era boa altura para eles irem ao Dragão. Só por isso, já valia a pena ver o circo pegar fogo. Nada como um bom "túnel" para dar descanso ao nosso "balneário"!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Era Inevitável.



Foi ontem já perto das 2 da manhã que recebi a notícia. Estava praticamente a entrar no sono e chegava via sms o que havia sucedido no pós jogo com o Mafra.

Não há muito para dizer neste momento, uma vez que aguardamos tranquilamente uma comunicação dos responsáveis da SAD e Clube que nos elucide sobre o sucedido.

Muito se escreve e diz sobre este "acidente" mas a verdade é que era inevitável. Uma questão de tempo.

Sá tem um temperamento explosivo. Aliás no dia em que se soube da sua nomeação para director do futebol, escrevi aqui que Sá Pinto ia dar uns murros nas portas e cacifos sempre que as coisas descarrilassem, mas daí até andar à pancada com um dos activos mais valiosos do plantel... vai uma grande distância.

A relação entre Sá Pinto e Liedson nunca foi boa. Recorde-se um célebre penalti em que Sá tirou literalmente a bola das mãos de Liedson para marcar um penalti. O azedume nunca foi ultrapassado e ontem, teve o seu epílogo. Quem tem razão? Julgo que ninguém. Aliás, sempre que violência entra numa discussão de ideias ninguém pode ter razão. Sá, passou-se naturalmente com a displicência de Rui Patrício no lance do 2º golo do Mafra. Honestamente, há algum Sportinguista que não se tenha passado? Mas, o erro faz parte do futebol. Todos erram. O próprio Sá errou muitas vezes. Tinha legitimidade para hoje dirigir algumas palavras ao grupo no sentido de a equipa não facilitar seja em que circunstâncias for.

Mas, optar por individualizar a culpa, ainda por cima para cima de um guarda redes que "salvou" as 2 últimas vitórias do Sporting na Liga com 3 excelentes defesas não é nem nunca será uma boa opção. É natural que os companheiros achassem injusta a forma compulsiva e excessiva das palavras de Sá para Rui Patrício. Foi Liedson quem se chegou à frente na defesa do grupo e do jovem guarda redes e hablitou-se a enfrentar o temperamento violento de Sá. Naqueles segundos... passou de certeza "uma coisinha má" nos olhos de Sá.

Mas, pior ainda é o facto de a frio percebermos que Sá não podia nem devia ter ultrapassado o campo técnico de Carvalhal - que, coitado, não podia de certeza estar a acreditar no que se estava a passar - que sim tinha toda a autoridade para chamar a atenção do jogador pela sua falha.

Sá, ultrapassou uma vez mais o limite e a sua mais que provável saída é inevitável e atira com o jogador para fora do clube pela porta dos fundos. Lamento, que isto tudo aconteça num jogo de "alguma descompressão" justificável dado o número de jogos e a pressão que tem estado sobre a equipa, que apanhando-se a ganhar por 4-1 tirou literalmente o pé do acelerador. Lamento, que este acidente aconteça numa altura em que todos acreditamos numa recuperação saudável da equipa, dos resultados e do ânimo dos adeptos e, 1 dia depois do evento ocorrido na Academia - a sua certificação de qualidade e tudo o que ela significa - que nos deixou a todos orgulhoso.

Ontem às 2 da manhã só me deu para rir... só pensava no masoquismo que tem invadido esta época. Achava até que me estavam a pregar uma partida, mas, a realidade está aí. Mais um caso que mancha a época do Sporting e que trará consequências que ainda não podemos vislumbrar.

Lanço algumas questões: Como vai reagir o plantel a este "acidente"? Como vai lidar Carlos Carvalhal com este momento? O que dirá José Eduardo Bettencourt? O que vai na cabeça de jogadores como Ismailov; Rui Patrício; Moutinho; Veloso; Matias... e do próprio Liedson?

Sá Pinto foi uma vez mais vítima do seu próprio temperamento, o tal que levou Paulo Bento a mantê-lo sempre longe do seu bálneario.

Segue-se mais notícias hoje durante o dia.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Uma já foi!


Das 3 provas de fogo que temos pela frente nestas 2 semanas, que marcam um novo ciclo do Sporting, com um novo treinador, uma já está arrumada. Seguimos para os 8º finais da Taça de Portugal época 2009/2010. Tenho de fazer um sublinhado... o Sporting não perde nesta competição à 6 anos! É digno de registo.

Sobre o jogo de ontem, muito pouco à a sublinhar. Os primeiros 5 dias de treino com Carlos Carvalhal, numa semana em que praticamente só teve todo o plantel à disposição na 5ª feira à tarde, terá tido para esta partida muito pouco efeito. De registo apenas o facto de não termos jogado em losângulo, o que é uma evolução, e também ter sentido uma nova disposição psicológica dos jogadores.

4-1 pareceu-me justo, sobretudo pelos 4 golos marcados na 2ª parte, coisa rara nos últimos anos do Sporting. Moutinho e Veloso pareceram muito mais empreendedores do que num passado recente e já se percebeu que Pereirinha terá, até à chegada de Ismailov ao 11, um papel determinante neste novo desenho táctico do Sporting. Mas, foi só uma eliminatória contra os... Pescadores da Costa da Caparica. É preciso arrepiar caminho e concentrar esforços, dedicação, concentração e empenho total para o jogo do próximo sábado.

A vitória é muito importante na próxima jornada da Liga Sagres. Mas mais importante ainda é a equipa apresentar niveis exibicionais de acordo com o seu potencial. Hoje, para todos os efeitos, começou a época de Carvalhal. Já se percebeu que a recuperação anímica está em marcha e a alegria de jogar futebol está a regressar aos jogadores. Precisamos agora é de consistência. Confio no trabalho de Carlos Carvalhal para a recuperação do nosso Sporting. Foi bom ter visto todas as claques unidas no Restelo. No Sábado vamos tornar Alvalade um brutal covil de leões... esfomeados :)

Para já, e pela primeira vitória, os meus parabéns ao Carlos Carvalhal e Sá Pinto. Entraram com o pé direito. Mas, vamos arrepiar caminho, ok? Outra curiosidade a registar, é que apesar da nossa péssima época, continuamos a ser dos 3 grandes a equipa que menos jogos perdeu em encontros oficiais esta época... e temos mais 4 encontros disputados que o Benfica e mais 3 que o Porto (por força da supertaça). Não é nada de mais, mas, pode ser um bónus de confiança.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O Grande Enigma Leonino


Vamos aos factos:

Bettencourt é eleito por 90% dos votos no final da passada Primavera. No seu primeiro acto de gestão, renova contrato com Paulo Bento. Convencendo o treinador a renovar, criou de forma ingénua uma "armadilha" ao mesmo. Apesar do optimismo leonino, internamente havia noção de que a época não ia ser fácil. Reforços, dignos desse nome, apenas um - Matias Fernandez!

Sem resultados e principalmente sem exibições, a massa adepta cai em cima de Paulo Bento. A ruptura é inevitável. Contra tudo o que sentia, Bettencourt vê-se obrigado a aceitar o pedido de demissão de Paulo Bento. Tem início uma onda de demissões, que começa no Director Desportivo Pedro Barbosa, alastra ao Vice Miguel Ribeiro Telles e claro, restante equipa técnica. Em menos de 5 meses, o recem eleito José Eduardo Bettencourt vê desmoronar uma estrutura que desejava ver em exercício pelo menos até ao fim desta época, aproveitando o ano que tinha pela frente para reformar o organograma da SAD Leonina e dotar - julgo eu - de melhores recursos financeiros e humanos a mesma para que pudesse enfrentar os 3 anos restantes de mandato com máxima exigência e sobre tudo com conquistas.

Foi apanhado por um Tsunami que teve epicentro... do outro lado da 2ª circular. O arranque alucinante do nosso rival, provocou ondas de choque na massa adepta, nos jogadores, na equipa técnica e quem sabe... nas próprias "fundações do estádio".

Foi um presidente muito pouco politicamente correcto, o que presenciámos no pós ciclo de demissões. Ao contrário do que estávamos habituados, Bettencourt foi mais adepto e sócio, do que presidente. Falou mais com o coração do que com a cabeça... e na minha opinião, perdeu a mão na Instituição por alguns momentos. Bettencourt, eleito em Maio, para mim ainda não tinha vestido efectivamente o fato presidencial. No "conforto" da estrutura que vinha de trás, preocupou-se apenas em reanimar as tropas, aumentar o número de sócios e preparar a votação em assembleia do famigerado e desejado plano de reestruturação da SAD e natural re-escalonamento do plano de amortização da dívida - principal responsável por termos chegado até aqui.

Com a passagem da "onda tsunami", Bettencourt, rapidamente teve de vestir o fato presidencial e encarar o problema imediato. "Enterrar os mortos e cuidar dos vivos" foi a frase que marcou o novo ciclo de Bettencourt.

O que estava em cima da mesa era: Novo Treinador, Nova Equipa Técnica, Novo Director Desportivo, Colmatar na SAD a saída de Ribeiro Telles. Mas, quando esperávamos uma atitude séria, ponderada e preocupada perante o problema que tínhamos pela frente, assistimos à abertura do circo de Natal da imprensa. Nomes, nomes... e mais nomes... testando, configurando, sentindo o pulso e até sondando. Pergunto: foi tudo invenção da imprensa, folclore habitual ou houve fugas de informação internas?

A partir do momento em que a imprensa tomou conta - aparentemente - da agenda de nomes para ocupar as vagas na estrutura profissional do futebol do Sporting, estava dado o mote para o Grande Enigma Leonino.

Entre comunicados à CMVM, que deixaram pontas para várias interpretações, declarações presidenciais em sentido contrário ao referido comunicado, o folhetim Villas Boas - que desejo que esteja enterrado e bem enterrado! - fazia o delírio da imprensa. Entretanto começam as nomeações. Todas elas soluções internas. Sá Pinto, para o lugar de Director de Futebol. Salema Garção!!! Team Manager!!! Nobre Guedes para SAD... contratações externas, nem uma. Porquê? Esta é a pergunta para a qual vou aguardar uma resposta por parte do Presidente.

Bettencourt chama a si, grande parte das responsabilidades sobre os destinos do Futebol Profissional do Sporting. Até aqui, uma novidade no historial recente dos presidentes do Sporting. Mas, para além disso, Bettencourt ignora no momento todos os restantes órgãos consultivos do Sporting, como por exemplo o Conselho Leonino. Porque não foi consultado o Conselho de estado Leonino?

Resolver o problema imediato no Sporting com soluções internas não tranquiliza a massa associativa. A não ser que o Presidente precise de mais tempo para organizar uma profunda remodelação em todo o organograma da SAD Leonina e que ao mesmo tempo esteja a aguardar pela execução do plano de reestruturação do grupo Sporting agendado para Março. É de esperar, que nessa altura, sejam explicadas estas actuais nomeações - que para mim só podem ser provisórias - e apresente uma solução mais séria e mais consistente com os desígnios futuros do Universo futebolístico do Sporting.

Convenhamos, Sá Pinto - a única e honrosa nomeação interna desta fase - está presente no actual quadro com o objectivo claro de servir de pára choques do presidente. Todas as restantes nomeações, são apenas e só, soluções de recurso imediato.

O Sporting continua sem investir em si próprio. Porquê? Outra resposta que terá de ser dada pelos responsáveis ao longo desta época. O que está por trás de tanta contenção de custos?

E chegamos ao nomeado treinador. Carlos Carvalhal, contratado em verdadeiro segredo, apanhando todos de surpresa, surpreendendo ainda mais pela manifesta falta de vontade em colocar nesta escolha um ênfase acentuadamente afirmativo. Uma não apresentação - clássica conferência de imprensa com Presidente e Director Desportivo ao lado da nova escolha - é sim uma novidade. É lógico que nenhum de nós quereria um circo semelhante ao criado pelos nossos rivais aquando da contratação de Camacho pós Fernando Santos - com romarias, bandeiras desfraldadas, centro de estágio lotado para ver os treinos - ou até a de Quique Flores que na nova era Rui Costa, foi recebido como se de Deus tratasse. Nada disso. Mas, intriga pensar na razão que levou a Bettencourt a decidir que Carlos Carvalhal não seria apresentado na forma clássica. Intriga saber porque razão foi anunciado um contrato de apenas... 6 meses (com mais um de opção). Intriga saber, o que pensa Carvalhal disto tudo. Está confortável? Foi assumido internamente por todos que seriam estas as regras? Não se querem expor mais às perguntas rídiculas dos jornalistas do género - Carvalhal também vai ser Forever?

A serenidade de Carlos Carvalhal nestes 3 primeiros dias à frente do futebol do Sporting dá-me algum conforto. O Carlos não é parvo. Sabe o que vale e o que pode fazer com os meios que tem. Vejamos as coisas por outro prisma. Habituado a clubes a cair aos pedaços está ele. Ora entrar no Sporting desta maneira, nunca será pior do que entrar em clubes cuja a missão de os manter a funcionar mensalmente já é praticamente impossível. Ora, com os actuais meios que tem ao seu dispor - que no nosso universo são parcos mas que para ele são fantásticos - Carvalhal não terá pressão nenhuma em cima dos seus ombros e irá concentrar esforços em recuperar psicologicamente, fisicamente e no fim futebolisticamente um plantel que tem, apesar de todas as críticas, o seu potencial inexplorado.

Mas, mesmo com a contratação de Carvalhal, a composição da equipa técnica é surpreendente. Carvalhal assume a preparação física - será boa opção? - trouxe consigo apenas 2 homens de confiança. A restante equipa técnica é composta por pessoas da casa. Lima - o treinador dos júniores de Alvalade - sobe a nº 2 desta nova equipa técnica e... a coisa segue até à nomeação surpreendente de Vítor Silvestre para treinador de Guarda Redes. Silvestre que tem apenas 26 anos! Poderá ser provisório, aceito isso. Mas se o é, têm o Nelson - actualmente na baliza do Belenenses - para ocupar a vaga. Mexam-se! Se não é provisório, assumam a escolha como uma aposta de futuro, mas que seja já e com todo as as letras.

Este Sporting de meias palavras, ou se quiserem nesta semana, de nenhumas palavras, é que não passa de um enorme enigma. Numa altura em que é preciso juntar todas as vontades, o silêncio deixa muitas questões em aberto. O que pode ser prejudicial no curto prazo.

Bettencourt, agora efectivamente presidente, toma as decisões que entende serem as ideais no momento. A razão das escolhas ficará para mais tarde. Não é este o plano de quem quis derrubar Paulo Bento e tudo o que ele significava estava à espera de ver concretizado, mas, à mínima falha - o que até pode acontecer no jogo da próxima jornada - pode deitar por terra as intenções do presidente com nova onda de contestação dos "Batassunas" de Alvalade

Por isso, acho que o nosso Sporting está transformado num grande enigma. Daqui para a frente, tudo o que for dito e feito, ou ajudará a montar o puzzle ou criará ainda mais fraccionamentos no Universo Leonino.

Espero que Bettencourt tenha consciência de que, com o caminho escolhido, está a caminhar sobre gelo muito fino. O que é injusto para Carvalhal, mas, é a vida. Aceitou o convite, só tem que conviver com a realidade que o Presidente lhe apresentou. Mas, esta época, vai determinar com certeza 2 cenários: a saída de Bettencourt no final da época se todos os planos falharem - só assim compreendo o 6 meses de Carvalhal e as nomeações estranhas efectuadas, abrindo a porta a quem vier a seguir determinar uma nova estrutura - ou o arranque para um mandato efectivamente executado por alguém que quer o melhor para o Sporting custe o que custar. Um mandato mais presidencialista e clubista do que qualquer um outro que passou pelo Sporting desde Sousa Cintra. Serão 6 meses em avaliação permanente. Só depois teremos este grande enigma resolvido. Para bem do Sporting, só desejo um cenário - o das vitórias em todos os jogos que temos pela frente esta época.